sábado, 2 de abril de 2011

Sudaneses lutam por comida durante uma distribuição de alimentos.
 Mais de oito milhões de pessoas na África Oriental precisam de ajuda alimentar de emergência devido à recente seca, o que significa um aumento de dois milhões de pessoas, segundo um comunicado das Nações Unidas hoje divulgado.
As fracas chuvas registadas entre outubro e dezembro agravaram a falta de água e ajudaram à deterioração das condições do gado de pasto no Djibouti, Etiópia, Quénia, Somália e Uganda, situação que piorou com conflitos, elevados preços dos alimentos e condições de saúde de pessoas e animais, segundo a agência Coordenadora dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).
A esmagadora maioria das pessoas mais afetadas recentemente pela falta de alimentos é do Quénia. Registaram-se surtos de doenças relacionadas com a seca no país, que levaram à morte de mais de cinco mil animais só em janeiro.
Segundo as Nações Unidas, os níveis de desnutrição grave estão a aumentar. Uma pesquisa recente no sul da Somália registou taxas de desnutrição grave na ordem dos 30 por cento da população, enquanto no Djibouti e no Quénia e se situam entre os 20 e os 25 por cento.
"O que causa extrema preocupação é a escassez acentuada de água", refere o documento da ONU.
O setor da educação está também a ser fortemente afetado, com o aumento do número de crianças em idade escolar e de professores que tiveram de emigrar à procura de água e de zonas com alimento.

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