sábado, 2 de abril de 2011

PENSAMENTO DO DIA

É PRECISO MAIS CORAGEM


Medo é um sentimento que acompanha o ser humano desde a queda de Adão e Eva: “...ouvi os Teus passos no jardim e fiquei com medo”.

A Bíblia, com muita honestidade, relata exemplos de gente que teve medo e agiu com covardia. Abraão, o festejado pai da fé, por duas vezes entregou sua mulher “de bandeja” por causa do medo, quando se fez passar por irmão em lugar de marido, com medo de ser morto por Faraó e, mais tarde por Abimeleque (Gn 12:11 e 12; 20:2).

Mas o mesmo Abraão foi grandemente corajoso, tempos depois, não duvidando de Deus e de suas promessas. Ele passou pela prova mais extrema de sua vida, quando lhe foi pedido que sacrificasse Isaque.

Há outros maravilhosos exemplos de coragem. Davi era um adolescente quando enfrentou o gigante Golias. Daniel e seus três amigos eram ainda bem jovens quando tomaram posição firme contra a ordem do rei de Babilônia.

Quando Josué assumiu a liderança do povo de Israel, após a morte de Moisés, várias vezes Deus lhe mostrou a importância e a necessidade de muita coragem para a conquista de Canaã. “Somente seja forte e muito corajoso!”, o Senhor lhe recomendou (Js 1:7).

Olhando ao nosso redor, em qualquer esquina podemos encontrar pessoas destilando medo, “homens desmaiando de terror” (Lc 21:26).

Mas onde estão os corajosos? Infelizmente, estão ficando cada vez mais escassos.

Não falo de prepotência. Há muitos que confundem coragem com prepotência, arrogância e machismo. No fundo, essas características mostram pessoas muito medrosas, que escondem seu medo atrás de uma fina capa de autoproteção.

Quero falar de verdadeira coragem. Coragem para dizer sim, quando é precisam falar a verdade, custe o que custar, e de dizer não, diante do pecado fácil.

A coragem pode nos capacitar a enfrentar o ódio, a reprovação e as críticas quando não abrimos mão do que é certo. A covardia, porém, leva uma pessoa a se esquivar da responsabilidade, a se entregar ao medo e a temer o sofrimento daquilo que suas atitudes possam trazer. A covardia moral mina a verdadeira hombridade, já tão escassa nestes últimos tempos.

É a coragem moral que deve distinguir um homem bem resolvido, amadurecido de um garoto que apenas cresceu fisicamente e continua com a síndrome de Peter Pan. A coragem é a atitude que faz a diferença entre a vitória e a derrota.

Durante muitos anos fui editor de uma revista. Certa vez deixei passar um grave erro de português num dos títulos da capa. Descobri a o engano quando centenas de capas já estavam impressas. Conhecendo bem meu chefe, não foi difícil imaginar a tempestade que iria desabar sobre minha cabeça. Primeiro, tentei achar a melhor justificativa possível para meu erro. Finalmente, resolvi me revestir de coragem e fui ao chefe confessar meu “grande pecado” – falta de atenção, sem justificativa alguma. Simplesmente assumi a culpa e disse estar disposto a arcar com as consequências.

Para minha enorme surpresa, ele se mostrou compreensivo e até me consolou, dizendo que “herrar é umano” e me ajudou a contornar o problema. Nesse caso, a coragem em forma de humildade me salvou de uma grande encrenca.

Um dos problemas que tem causado falta de coragem é a confusão que ainda se faz entre a humildade e a inferioridade.

Sim, precisamos ter coragem para ser humildes e confessar nossa total dependência da graça divina, mas, ao mesmo tempo, Jesus nos fez assentar com Ele nas regiões celestiais (Ef 2.6) e nos tornou semelhantes a Ele.

Deus criou o homem à Sua imagem e para Sua glória. Hoje, mais do que nunca, a imagem de Cristo deve ser nossa referencia. Certamente o Senhor quer que nós vivamos à altura de nosso potencial. E temos que desenvolver coragem para isso. Estamos diante da Terra Prometida, mas nos falta muita vez a coragem para conquistá-la. A Bíblia diz que os tímidos não a herdarão (Ap 21:8).

Deus procura homens de verdade. As mulheres precisam de homens de verdade (pergunte a elas!). Os homens também precisam de mulheres de verdade. O mundo também está em busca desses homens, homens que não se acomodem às circunstancias, que não abram mão de sua hombridade.

“A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.” Educação.

Wilson Almeida

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