sexta-feira, 30 de setembro de 2011

DEPUTADO GAY JEAN WILLYS AFIRMA TER CONVENCIDO DEPUTADOS EVANGÉLICOS, AUTORES DE PROJETO DE LEI QUE "PRIORIZA A FAMÍLIA", A RETIRAREM DA PAUTA DE DISCUSSÃO DAS COMISSÕES DA CÂMARA



O projeto de lei 733/2011 que dá prioridade à família, feito pelos Deputados evangélicos Lauriete, Popó e Marcelo Aguiar foi retirado de votação por eles, depois de serem convencidos pelo Deputado Jean Wyllys (Psol – RJ). O Deputado Jean Wyllys, ex-BBB, defensor dos direitos dos homossexuais e quecomparou os cristãos brasileiros com o atirador da Noruegaafirmou que convenceu os deputados evangélicos a retirarem o projeto de Lei que priorizava a família e proibia o governo de dar preferência a qualquer cidadão, de qualquer raça, religião ou orientação sexual.


A Deputada Lauriete, cantora gospel, afirma em seu site que acredita que com o projeto de lei estaria contribuindo “para um debate mais amplo sobre os caminhos da sociedade brasileira em face da modernidade”, porém não deu declarações sobre os motivos de ter retirado o projeto da pauta de votação. Jean Willys afirmou que “o projeto é inconstitucional. A discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero é uma discriminação por motivo de sexo, violando o caput do artigo 5º da Constituição da República”. O projeto poderá voltar à votação na Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, porém deverá haver alterações em seu texto para que possa ser levado ao plenário da Câmara.
Fonte: Gospel Mais

NOTA: Ahhh, e o PLC 122 não era inconstitucional, sr. Jean Willys? Vc. é um hipócrita, sr. Jean Willys! A militância gay condena-se, a si mesma - com a conivência de parte da população e tudo!... - com atitudes bizarras como esta declaração, do sr. Jean Willys. Contudo, ainda mais bizarra, é a retirada desta projeto de lei da pauta das Comissões da Câmara Federal, por seus próprios autores (deputados evangélicos), sem nenhuma explicação que convença. Espero ansiosamente que os deputados justifiquem tal atitude.



(FatosEmFoco)

Verdades de la Crisis economica


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Médium não consegue impedir chuva no Rock in Rio




A produção do Rock in Rio deve ter ficado confusa quando testemunhou a chuva que caiu na Cidade do Rock no sábado, 24. Isso porque eles contrataram a Fundação Cacique Cobra Coral justamente para que os céus não mandassem água. A Fundação explicou em nota o motivo para ter chovido durante o evento. “Ontem [sábado], tínhamos 30 minutos para entrar na Cidade do Rock, fazer o que precisava ser feito e voltar à nossa base, montada na cidade, para distribuir a chuva por toda a cidade, para evitar enchentes. Por falta do adesivo no carro, não tivemos acesso. Com o tempo escasso, retornamos à base e priorizamos a cidade”, diz a nota. A fundação costuma ser contratada para grandes eventos que acontecem em locais abertos [como reveillons na praia de Copacabana e shows do Roberto Carlos]. A médium Adelaide Scritori diz incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral. A entidade teria a capacidade de influenciar o tempo.

De acordo com o site do jornal O Globo, a equipe conseguiu ficar na Cidade do Rock por 40 minutos na sexta e também no domingo. Nos dois dias, não houve chuva.

(Mundo Pop)

Nota: A desculpa é bem esfarrapada, mas não vai abalar a fé dos que confiam no poder dos “espíritos”. Segundo a Bíblia, os mortos não têm participação no mundo dos vivos (cf. Ec 9:5, 6, 10; Sl 146:4) e somente voltarão à vida na ressurreição por ocasião da volta de Jesus (1Ts 4:16, 17) ou mil anos depois, no caso dos perdidos (Jo 5:28, 29; Ap 20). Como existem fenômenos mediúnicos (entre muita charlatanice) e estes não são produzidos por “espíritos desencarnados”, fica claro, do ponto de vista bíblico (Ap 16:14), que há seres interessados em propagar a mentira da imortalidade incondicional humana e, para isso, se fazem passar por “espíritos de mortos”. Esses são os anjos caídos (demônios), cujo principal trabalho consiste em afastar as pessoas de Deus, o único ser verdadeiramente imortal (1Tm 6:16) que pode conferir imortalidade àqueles que aceitam Sua oferta de salvação. Embora tenha poder para, inclusive, manipular os elementos, Satanás tem suas limitações impostas pelo Criador. Curiosamente, mesmo num evento que cultua estilos musicais fortemente relacionados com o satanismo (basta observar o tópico símbolo feito com as mãos, na foto acima) não foi possível manifestar o poder das trevas – e o dia era sábado...[MB] 



(Criacionismo)

sábado, 24 de setembro de 2011

França proíbe orações nas ruas

 
PARIS - Entrou em vigor nesta sexta-feira, 16, uma lei francesa que proíbe que se reze nas ruas. Assim, milhares de fieis muçulmanos no norte de Paris foram levados a improvisar um local de oração em um quartel de bombeiros desativado. A medida desagradou à minoria islâmica que habita o país.

A proibição das rezas nas ruas colocou em evidência os problemas da França para assimilar sua comunidade muçulmana, de 5 milhões de pessoas, que não tem espaço para rezar. E segue-se a uma polêmica já antiga, alimentada pela líder de extrema-direita Marine Le Pen, sobre os muçulmanos serem forçados a estenderem suas colchas nas ruas das grandes cidades.

O ministro do Interior francês, Claude Gueant, direcionou os muçulmanos em Paris a espaços provisórios enquanto se constrói um novo espaço gigante e advertiu que, caso necessário, será usada a força à medida que a polícia encerra sua tolerância com relação às orações nas ruas.

Sete meses antes da eleição presidencial, a proibição é considerada por algumas pessoas como uma tentativa de ganhar simpatizantes da extrema-direita para o campo da centro-direita do presidente Nicolas Sarkozy.

Na instalação improvisada, o xeque Mohammed Salah Hamza supervisionou as orações dos muçulmanos que foram de vários pontos da cidade. Os religiosos entravam, estiravam suas colchas no chão pelo espaço, semelhante a um hangar. "É o começo de uma solução," disse Hamza à Reuters antes de iniciar o serviço. "Os fieis estão muito satisfeitos de estar aqui. O local, que abriga 2 mil pessoas, está cheio."

Os fieis também estavam contentes. "Isso será melhor que a rua Mryha," disse um homem, referindo-se a uma rua de Paris conhecida por abrigar orações nas ruas. "Aparentemente, isso chocava as pessoas."

Le Pen descrevera o fenômeno de orar nas ruas e calçadas como uma "invasão." "Foi Marine Le Pen que começou tudo isso," disse uma mulher que disse se chamar Assya enquanto se dirigia para o espaço nas redondezas de Paris. "Agora o governo proibiu as orações nas ruas e nos enviou aqui para que possam angariar votos para o (partido da) Frente Nacional (de extrem-direita) - isso é tudo."

Fonte - Estadão

Nota DDP: Interessante perceber-se que há um claro tolhimento da liberdade religiosa, a correspondente criação de uma espécie clausura da manifestação correlata e, mesmo assim o grupo atingido tem visto o fenômeno como uma vantagem.

Outras questões deverão ser levantadas e outros direitos atingidos, especialmente no que se refere ao dia de guarda. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Salmo 23 sob uma perspectiva diferente


O Senhor é meu Pastor – Isso é revelação
Nada me faltará – Isso é provisão
Ele me faz repousar em pastos verdejantes – Isso é serenidade
Leva-me para junto das águas de descanso – Isso é fé
Refrigera-me a alma – Isso é saúde
Guia-me pelas veredas de justiça – Isso é direção
Por amor do seu nome – Isso é propósito
Ainda que eu ande pelo vale
da sombra da morte – Isso é provação
Não temerei mal nenhum – Isso é proteção
Porque tu estás comigo – Isso é fidelidade
O teu bordão e o teu cajado
me consolam – Isso é disciplina
Preparas-me uma mesa na presença
de meus adversários – Isso é esperança
Unges-me a cabeça com óleo – Isso é consagração
Meu cálice transborda – Isso é abundância
Bondade e misericórdia, certamente me
seguirão todos os dias da minha vida – Isso é benção

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DOCUMENTÁRIO: "SEGREDOS DO OCULTISMO" - REVELADOR!


Apesar do apelo romântico por parte de seus seguidores, os grandes "gurus" místicos e líderes religiosos de seitas esotéricas - alvos principais deste documentário revelador do Discovery Channel - têm suas vidas vasculhadas neste filme e, claramente, percebe-se que após uma análise filosófica, antropológica e cultural, muito do que foi dito acerca da magia ocultista foi claramente exagerada. Passando por fraudes, decepções, renascimento doneopaganismo, influência na ciência, ceticismo e crença irrestrita, o documentário aborda o porquê do "mistério" e a "ciência" do mesmo serem algofundamental na psiquê humana, a tal ponto de nos acompanharem desde os primórdios da humanidade.

Ultimamente, com o advento da Nova Era, percebe-se uma enxurrada de textos e influência do neopaganismo (Hollywood que o diga!) e, mais uma vez, as religiões tradicionais (leia-se "Cristianismo") são atacadas. O lobby anticristãoformado por sociedades secretas, gnosticimo moderno, neopaganismo tem sido descoberto e nota-se que sua influência é muito mais abrangente do que imaginávamos: hoje, por exemplo, sabe-se que Hitler e sua SS, especialmente na pessoa de Heinrich Himmler, seu comandante supremo, devotaram atenção total ao ocultismo, no qual foi baseada a "lógica" nazista ariana, cujo símbolo-mor, asuástica, encerraria as origens e os ideais propostos pela efeverscente nação alemã da Segunda Guerra. Poucos sabem, mas houve, em tempos imediatamente anteriores àquele período, uma verdadeira explosão do ocultismo por toda a Europa, o que superaria em teor, adeptos e influência, as já consagradas linhas filosóficas e políticas que também surgiriam naquele período. Nenhuma teoria exclusivamente política ou cultural mexeu tanto com um povo como o ocultismo, com a Alemanha nazista.


Parte 1


Parte 2


Parte 3

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Bíblia segundo o Capitão América


O rabino Rami Shapiro, professor da Universidade Middle Tennessee State, disse recentemente ao canal CNN que “a maioria das pessoas que afirmam ter um amor profundo pela Bíblia na verdade nunca leu esse livro”. Se ele está certo, provavelmente a maioria delas não reconhecerá uma citação bíblica quando ler uma. Ao contrário da crença popular, “Deus ajuda quem se ajuda” não é um versículo da Bíblia. “A limpeza anda ao lado da piedade” também não. “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando” tampouco está lá. Uma pesquisa divulgada neste mês pela Sociedade Bíblica Americana fez um teste com os moradores daquele que é considerado o maior país cristão do mundo, e revela algumas surpresas.

A frase “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados” foi atribuída pela maioria dos entrevistados ao… Capitão América. As outras opções eram o pastor e ativista Martin Luther King e o ex-presidente George W. Bush. Uma minoria conseguiu perceber que se tratava do versículo de 2 Coríntios 4:8, este, sim, presente na Bíblia.

Segundo a Harris Interactive, que realizou a entrevista online a pedido da American Bible Society, nada menos que 63% dos entrevistados achavam que a frase fora dita pelo Capitão América, Luther King ou Bush.

Símbolo do nacionalismo americano do pós-guerra, o Capitão América ao que se sabe não citava a Bíblia ao enfrentar os nazistas e posteriormente outros supervilões.

A iniciativa da Sociedade Bíblica Americana visava a promover uma nova edição da Bíblia chamada “A Bíblia da Liberdade”, que usa uma tradução contemporânea. A citação foi um exemplo de 3.500 versículos que receberam destaque na “Bíblia da Liberdade” criada para ajudar as pessoas a superar traumas. A pesquisa também perguntou sobre quais eram os maiores traumas dos leitores na última década.

O resultado mostra que apenas 9% dos americanos sentem-se mais seguros hoje do que antes dos atentados de 11 de setembro de 2001, considerando que o terrorismo é hoje o maior trauma dos norte-americanos. Também foi divulgado que 82% dos americanos não confiam na Bíblia como uma maneira de ajudá-los a lidar com seus traumas. Apenas 4% afirmaram confiar em ajuda profissional para superar traumas e 6% disseram não acreditar que algo pode ajudá-los.

(Pavablog)

Nota: Se não confiam mais na Bíblia nem conhecem sua mensagem de esperança, como não vão se sentir inseguros e ter medo do futuro? Teoricamente, os Estados Unidos se consideram uma nação cristã, mas essa pesquisa mostra que o cristianismo deles (de modo geral) é apenas nominal. No Brasil, a situação é ainda pior: aqui também dizem que vivemos num país cristão, mas as práticas religiosas da maioria mais se assemelham aopaganismo. São dias difíceis estes, porque são dias em que a verdadeira fé está ausente, como previu Jesus (Lc 18:8).[MB]



(Criacionismo.blog)

sábado, 17 de setembro de 2011

Para que serve a igreja?


mundo religioso tem seu mais novo personagem: o evangélico não praticante. A informação aparece nos resultados das últimas pesquisas realizadas pelo Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (Ceris) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pela reportagem O novo retrato da fé no Brasil, publicada na edição 2180 da revista ISTOÉ, de agosto último.

Os evangélicos não praticantes são definidos como “os fiéis que creem mas não pertencem a nenhuma denominação”, sendo cada vez maior o número de pessoas que “nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé”. Os dados revelam que “os evangélicos de origem que não mantém vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são mais de 4 milhões de pessoas nessa condição”.

As pesquisas apenas confirmaram uma tendência há muito identificada, a saber, o crescente número de pessoas que buscam espiritualidade sem religião, e deseja a experiência da fé sem a necessidade de submissão às instituições religiosas. É o fenômeno da fé privatizada, em que cada um escolhe livremente o que crer, retirando ingredientes das prateleiras disponíveis no mercado religioso.

O novo cenário faz surgir perguntas que exigem respostas urgentes: Para que serve a igreja? Qual a função da comunidade cristã na sociedade e na experiência pessoal de peregrinação espiritual?

A experiência dos cristãos no primeiro século, no dia seguinte ao Pentecostes, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos [2.42-47; 4.32-35], serve de referência para a relevância da vivência em comunidade.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a memória da pessoa e obra de nosso senhor Jesus Cristo: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Em tempos chamados pós modernos, quando as crenças são desvalorizadas e as verdades se tornam subjetivas e particulares, é importante saber não apenas em quem se crê, e os cristãos compreendem a fé como confiar em uma pessoa, Jesus Cristo, mas também saber o que se crê, e por isso os cristãos chamam de fé também um conjunto de crenças e afirmações a respeito do Deus em quem crêem–confiam. O Evangelho é uma boa notícia, e os cristãos devem saber qual é essa notícia. A igreja é a comunidade que preserva a memória de Jesus, sua pessoa e obra.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança que se fundamenta na abertura para o mistério divino: “Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos [...] com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”.

Em tempos de banalização do sagrado, as pessoas perdem a noção do que Rudolf Otto chama “mysterium tremendum”, isto é, já não têm na alma o temor que coloca o homem de joelhos diante da manifestação do divino e nem mesmo esperam que tal aconteça. A igreja é a comunidade que preserva a expectativa de que o céu se abra, de que o favor divino se derrame sobre a terra.

Enquanto o mundo vai se tornando cada vez mais frio e fechado, condenado às estreitas possibilidades da racionalidade e dos limites do poder humano, a igreja fala do milagre como possibilidade real e os cristãos se dedicam às orações.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a oferta do amor de Deus em resposta à solidão humana: “Eles se dedicavam à comunhão, ao partir do pão [...] Todos os que criam mantinham se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade [...] Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham.

Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Em tempos de individualismo, egoísmo, segregação, e competição darwinista, a igreja é a comunidade da fraternidade, da partilha, da solidariedade e da generosidade. A igreja é a comunidade da aceitação, do perdão e da reconciliação. É na igreja que se concretiza a oração de Jesus a respeito de Deus e os homens: “que sejam um”.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter vivos os sinais do reino de Deus na história: “grandiosa graça estava sobre todos eles”. Conforme Jung Mo Sung, “a igreja é o povo de Deus a serviço do testemunho da presença do Reino de Deus”, que se completa com a afirmação de Ariovaldo Ramos: “a igreja deve viver o que prega para poder pregar o que vive”. A igreja é a comunidade em que o anúncio da presença do Reino de Deus entre os homens é seguido do convite desafio: “Vem e vê”, pois o Evangelho de Jesus Cristo não é apenas uma mensagem em que se deve crer, mas principalmente um novo tempo em que se deve viver.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança da ressurreição: “Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”. Quando o lacre romano do túmulo de Jesus foi rompido no domingo da ressurreição, a vida afirmou sua vitória sobre os agentes promotores e mantenedores da morte, sobre os processos de morte, que serão enfrentados pela esperança de que um dia a própria morte, último inimigo, cairá de joelhos diante do Senhor da vida.

A igreja é a comunidade dos que se rebelam contra a morte em todos os lugares e todas as dimensões, e contra ela lutam com todas as forças que recebem do doador da vida.

A igreja é a comunidade dos que já não vivem com medo da morte (Hebreus 2.14), dos que anunciam e vivem dimensões da vida, e dos que profetizam a ressurreição até o dia quando, aos pés do Cristo de Deus, celebrarão a vitória daquele que no Apocalipse diz: “Não tenham medo. Eu tenho as chaves da morte e do inferno”, pois “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!”. Amém.

Fonte - Ed René Kivitz



(diariodaprofecia.blog)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A quadrilha que denigre o cristianismo


O bispo Edir Macedo Bezerra, líder  religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), e outros três dirigentes da entidade foram denunciados nesta segunda-feira, 12, pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a IURD. Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da IURD, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005. Os quatro também são acusados do crime de falsidade ideológica por terem inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da IURD composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática era ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos, qual seja, a IURD. Os três dirigentes da igreja denunciados são o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa.

Segundo a denúncia, do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis da IURD, por meio do “oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela Igreja”.

O Procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira também encaminhou cópia da denúncia à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da IURD.

O Ministério público investiga desde 2003 o envio para o exterior cerca de R$ 5 milhões por mês entre 1995 e 2001 em remessas supostamente ilegais feitas por doleiros da casa de câmbio Diskline, o que faria o total chegar a cerca de R$ 400 milhões. Na ocasião, a revelação foi feita por Cristina Marini, sócia da Diskline, que depôs ontem ao Ministério Público Estadual e confirmou o que havia dito à Justiça Federal e à Promotoria da cidade de Nova York.

Cristina e seu sócio, Marcelo Birmarcker, aceitaram colaborar com as investigações nos dois países em troca de benefícios em caso de condenação, a chamada delação premiada. Cristina foi ouvida por três promotores paulistas. Ela já havia prestado o mesmo depoimento a 12 promotores de Nova York liderados por Adam Kaufmann, o mesmo que obteve a decretação da prisão do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), nos Estados Unidos - ele alega inocência.

Ela afirmou aos promotores que começou a enviar dinheiro da Igreja Universal para o exterior em 1991. As operações teriam se intensificado entre 1995 e 2001, quando remetia em média R$ 5 milhões por mês, sempre pelo sistema do chamado dólar-cabo - o dono do dinheiro entrega dinheiro vivo em reais, no Brasil, ao doleiro, que faz o depósito em dólares do valor correspondente em uma conta para o cliente no exterior. Cristina disse que recebia pessoalmente o dinheiro.

Na maioria das vezes, os valores eram entregues por caminhões e chegavam em malotes. Houve ainda casos, segundo a testemunha, em que ela foi apanhar o dinheiro em subterrâneos de templos no Rio.

Cristina afirmou que mantinha contato direto com Alba Maria da Silva Costa, diretora do Banco de Crédito Metropolitano e integrante da cúpula da igreja, e com uma mulher que, segundo Cristina, seria secretária particular do bispo Edir Macedo, fundador e líder da igreja.

De acordo com a testemunha, ela depositou o dinheiro nos EUA e em Portugal. Uma das contas usadas estaria nominada como “Universal Church”. Além dela, os promotores e procuradores ouviram o depoimento de Birmarcker. Ele confirmou a realização de supostas operações irregulares de câmbio para a igreja, mas não soube informar os valores.

(O Estadão)

Nota: Na mesma semana em que mais uma vez a IURD é notícia por causa de denúncias de negócios ilícitos, a revistaIstoÉ traz a matéria de capa “O inferno da bispa Sônia”. Segundo a semanal, a líder evangélica enfrenta a decadência de sua igreja, a Renascer em Cristo, que já fechou 70% dos templos. Enfrenta também a doença do filho e sucessor natural, em coma há dois anos, e os processos na Justiça por formação de quadrilha e estelionato. Anos atrás, Sônia e seu marido, Estevam, foram pegos em viagem aos EUA com dinheiro não declarado escondido dentro de uma Bíblia, e acabaram presos. O pior em tudo isso é ver que esses “líderes espirituais” têm coragem de associar com a perseguição aos cristãos a investigação de que são alvo. Os verdadeiros cristãos sempre foram perseguidos por pregar o evangelho e não sob suspeita de roubo, desonestidade e estelionato. Líderes como esses terão que dar contas a Deus, já que a atitude deles acaba, de alguma forma, denegrindo toda a cristandade.[MB]


(Criacionismo.blog)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vítimas de abusos apresentam queixa contra o Papa


Foi hoje apresentada no Tribunal Penal Internacional uma queixa contra o Papa e outros responsáveis da Igreja católica por "crimes contra a humanidade", anunciou uma associação de antigas vítimas de abusos sexuais

Vítimas de padres pedófilos apresentaram uma queixa no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o Papa e outros três altos responsáveis da Igreja. Com a ajuda de advogados de uma ONG americana, o grupo acusa o Vaticano de "ter tolerado e tornado possível o encobrimento sistemático de violações e agressões sexuais contra crianças em todo o mundo".

A acusação contra altos oficiais é justificada pela sua alegada "responsabilidade directa enquanto superiores hierárquicos".

A queixa foi apresentada por membros de uma associação de antigas vítimas, a SNAP. Os elementos da SNAP que recorreram ao TPI são oriundos da Alemanha, Estados Unidos, Holanda e Bélgica, quatro países onde o Vaticano se viu envolvido em escândalos relacionados com abusos sexuais a menores.

Juntamente com a queixa, o grupo de vítimas apresentou um documento de dez mil páginas onde são relatados casos de pedofilia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

22 formas do amor


Vida – é o Amor existencial.
Razão – é o Amor que pondera.
Estudo – é o Amor que analisa.
Ciência – é o Amor que investiga.
Filosofia – é o Amor que pensa.
Religião – é o Amor que busca Deus.
Verdade – é o Amor que se eterniza.
Ideal – é o Amor que se eleva.
 – é o Amor que se transcende.
Esperança – é o Amor que sonha.
Caridade – é o Amor que auxilia.
Fraternidade – é o Amor que se expande.
Sacrifício – é o Amor que se esforça.
Renúncia – é o Amor que se depura.
Simpatia – é o Amor que sorri.
Altruísmo – é o Amor que se engrandece.
Trabalho – é o Amor que constrói.
Indiferença – é o Amor que se esconde.
Desespero – é o Amor que se desgoverna.
Paixão – é o Amor que se desequilibra.
Ciúme – é o Amor que se desvaira.
Egoísmo – é o Amor que se animaliza.
Que tipo de amor é o seu?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

GIANECCHINI RECEBE AJUDA DE MÉDIUM EM TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

A notícia de que o ator Reynaldo Gianecchini estava com câncer linfático foi recebida com surpresa. Os fãs do galã global se solidarizaram e novos informes passaram a ser veiculados. Recentemente, uma publicação da editora Globo anunciou que o médium João Berbel acompanha o ator.

Berbel é famoso for realizar cirurgias espirituais no dia de sábado, dia sagrado na Bíblia (Ex 20:8-11) e uma das ocasiões em que o próprio Jesus se dedicava ao ministério de curar enfermos (Lc 6:6-10; Jo 9:13-41). O próprio médium relaciona seu trabalho com o ministério de Jesus: "Muitos têm nos procurado desde que divulgaram que estive com o ator. A gente não anda preocupado em fazer propaganda, a intenção é mostrar as profecias de Jesus, que a Terra da regeneração já chegou, e muitos aflitos vem aqui em busca dos nossos trabalhos gratuitos [sic]”.

Para suas cirurgias espirituais, Berbel não realiza cortes, desde que recebeu uma orientação do então maior médium vivo, Chico Xavier: “‘João, meu filho, você é médium, não é médico. Não precisa cortar as pessoas. Há tanto poder nas suas mãos que poucos homens que vieram à Terra tiveram. Utilize suas maos, meu filho’”, relata o próprio Berbel, que mantém uma grande ligação com a família de Gianecchini, já havendo atendido um tio e o pai do ator.

Descrevendo o processo da cirurgia espiritual, João Berbel afirma que manipula “uma energia magnética” liberada pela mente da pessoa que crê. Para ele, não existe milagre, mas é a fé a única responsável pela cura. Segundo ele, isso também estaria em sintonia com as palavras de Jesus: “‘Eu não te curei, a tua fé te curou'". O que Jesus é bem diferente, tanto em fraseologia, quanto em significado (veja mais aqui). Segundo médium, o “irmão Gianecchini” seria alguém de muita fé.

Deixando de lado a falta de senso jornalístico da reportagem (que em nenhum momento deu espaço a questionamento sobre a veracidade de cirurgias espirituais), sempre foram controversas as chamadas cirurgias espirituais. Além do evidente charlatanismo que acompanha alguns desses procedimentos, existem manifestações sobrenaturais evidentes. Sobre isso, a Bíblia oferece um contraponto: haveriam sinais realizados por mensageiros de Satanás (Mt 24:11, 24; 2 Co 11:13-15). Assim, ao contrário da opinião popular, milagres (no sentido de feitos maravilhosos que desafiam a compreensão humana) não são argumentos decisivos para confirmar a atuação divina.

Sendo que o espiritismo contraria veementemente princípios da antropologia bíblica, a qual não admite uma alma imortal ou a comunicação com os mortos (Gn 2:7; Ec 9:5-6, 10), tentar vincular realizações espíritas com o ministério de Jesus é um contra-senso!

Por outro lado, cristãos se preocupam com o bem-estar das pessoas. Creio que devemos orar pela cura – e não apde um passado distante
enas no aspecto físico – de pessoas. Um Deus de amor acompanha com muito interesse a situação de Reynaldo Gianecchini e quer fortalecer a ele e seus familiares com a esperança do retorno de Jesus, quando doença, sofrimento e morte serão vaga lembrança .

(questaodeconfianca.blog)

sábado, 10 de setembro de 2011

EL MUNDO DE PATAS PARA ARRIBA


Cientos de egipcios atacan la Embajada de Israel en El Cairo

Una multitud derriba parcialmente el muro de hormigón de 2,5 metros de altura que rodea el edificio y tira por la ventana "miles de documentos oficiales".- El embajador israelí está en el aeropuerto dispuesto a abandonar el país. -La tensión entre ambos países no deja de crecer

Esto es grave, porque el canal de Suez está allí mismo y solo faltaría una chispa para que el volcán donde está asentado el medio oriente estalle, y el flujo de petróleo sea detenido para acelerar el colapso del sistema financiero que en este momento no presenta muy buenos tintes…

Europa tiembla ante la inminente caída de Grecia


Merkel ya se prepara para salvar a sus bancos, mientras el miedo se apodera de los mercadosy se rompe el BCE.

Nada de esto es saludable conociéndose las manos que están moviendo las manivelas del NWO, de ahí las intranquilizadoras palabras del G7 que promete una” respuesta internacional fuerte y coordinada” para evitar la desaceleración, oiga, según ellos del crecimiento global. O sea más globalización y NWO para evitar el corralito que ellos mismos han creado con todas sus medidas de ajuste de déficit cero.

Más leña al fuego del NWO en momentos en que los EEUU se sumerge en la histeria nacional para vendernos los mártires del capitaltimo como santos apóstoles en su cruzada para liderar el nuevo régimen mundial basado en el rito consagrado con sangre del 9/11, mientras que desde el podio de las Naciones Unidas el multimillonario Ban Ki Moon reclama como un poseso capuchino, más pacto mundial contra el terrorismo en víspera de la fiesta de la anunciación celebrada en honor nuevamente del 11-S. Total, donde quiera que uno vuelva la vista observa más de lo mismo, apretamiento de tuerca santa del NWO a base de más leyes globales, ya sea calentamiento global, crisis financiera, Guerra contra el terrorismo, y próximamente choques de religiones. Atención al desarrollo de la crisis de Israel-Turquía-Egipto.
Esto promete un explosivo fin de semana, agregándole los sismos que sacudieron ayer a Venezuela y hoy a Canadá distantes entre sí pero unidos por los mismos eventos.


O que mudou no mundo após o maior atentado terrorista da História

Terça-feira, 11 de setembro de 2001. Era uma manhã comum de trabalho na redação da Casa Publicadora Brasileira. A rotina seguia seu curso: textos para revisar, matérias para escrever, decisões editoriais. Até que alguém gritou da sala de reuniões: “Venham ver isso aqui!” Quando entrei na sala, o relógio marcava nove horas e a TV estava ligada. A imagem que vi parecia a de um desses filmes apocalípticos hollywoodianos, mas o logotipo da emissora norte-americana CNN deixava claro que não se tratava de ficção. Uma das torres gêmeas do World Trade Center em Nova York estava pegando fogo! Assentei-me numa das cadeiras e fiquei sabendo, instantes depois, que um avião da American Airlines (voo 11) havia atingido o arranha-céu fazia poucos minutos. Nem os repórteres (muito menos nós que estávamos ali naquela sala a mais de oito mil quilômetros de distância) sabiam exatamente o que estava acontecendo. Teria sido um terrível acidente? Às 9h03, com os olhos ainda grudados na tela da TV, tivemos certeza de que aquilo não se tratava de acidente: outro avião, agora da United Airlines (voo 175), acabava de atingir a torre sul. Em duas horas, tudo o que sobrou dos dois edifícios foi uma montanha de entulhos e muita poeira. Meus colegas e eu emudecemos. As imagens eram dramáticas e as informações, escassas. Pairava no ar a sensação de que aquele dia mudaria os rumos da história em nosso planeta. E mudou. 
Conforme ficamos sabendo depois, os atentados de 11 de setembro de 2001 foram, na verdade, uma série de ataques suicidas coordenados pela organização terrorista Al Qaeda. Na manhã daquela terça-feira, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais. Além dos dois que foram lançados contra as torres gêmeas, um atingiu o Pentágono, nos arredores de Washington, e o quarto deveria atingir a Casa Branca ou o Capitólio, não tivessem os passageiros se insurgido e tentado retomar o controle da aeronave, que acabou caindo num campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia. O total de mortos nos ataques foi de quase três mil pessoas, incluindo os 19 sequestradores.

A resposta dos Estados Unidos não demorou muito e ficou conhecida como Guerra ao Terror. O país invadiu o Afeganistão para derrubar o Talibã, que abrigou os terroristas da Al Qaeda, e declarou guerra ao Iraque de Saddam Hussein, com a acusação falsa de que ali havia armas de destruição em massa. Essa ação militar imprópria (para dizer o mínimo) diluiu muito da simpatia mundial com a tragédia americana. Além disso, milhares de vidas e bilhões de dólares foram perdidos na empreitada – mesmo assim, o mundo aceitou tudo. O foco da nação mais poderosa do planeta se tornou a guerra contra o terrorismo e houve descuido em outras áreas, como a econômica. Resultado: o mundo entrou numa época de turbulência econômica sem precedentes e que já dura uma década.

Turbulência econômica

Para o analista de sistemas Marco Dourado, de Curitiba, o crescimento da economia desde o pós-guerra incentivou o consumismo e, a partir dos anos 1980, emergiu uma geração de jovens moralmente insensíveis, agressivos e ávidos, obcecados por fazer fortuna a qualquer preço, preferencialmente antes de atingir os 30 anos de idade – os yuppies. A compulsão pelo ganho fabuloso e imediato encontrou sua melhor expressão no mercado de ações das empresas de novas tecnologias, as chamadas pontocom. “A farra durou até o fim do milênio, quando o estouro dessa bolha ameaçou lançar o mundo em gravíssima recessão. A solução, se é que pode ser assim chamada, foi baixar paulatinamente os juros dos papéis da dívida norte-americana para patamares impensáveis. Isso gerou outra bolha de especulação devido ao crédito fácil, sobretudo no mercado imobiliário. Esse crédito acabou sendo diluído cavilosamente para dentro de diversos setores da economia. Pessoas que estavam pagando hipotecas viáveis dentro de suas expectativas financeiras e profissionais refinanciavam suas dívidas passando a comprar imóveis duas e até três vezes mais caros que o valor da hipoteca inicial. A situação perdurou até 2008, quando essa nova bolha estourou”, avalia e relembra Dourado.

A “solução” do governo Obama? Aumentar o endividamento americano para além da ionosfera. “Como não existe dinheiro no planeta para desmontar essa bolha, os aficionados por ETs creem que apenas auxílio alienígena possa reverter o quadro”, brinca Dourado (embora saiba que o assunto é muito sério, conforme demonstra o gráfico comparativo publicado no site da revista Veja).

O que se espera para os Estados Unidos é o mesmo que aconteceu com o Japão: lenta decadência causada por endividamento, inflação e queda do PIB. “Os efeitos políticos e sociais desse cenário tendem a ser devastadores”, prevê Dourado. “Isso vai complicar em muito a política externa. Quando o pragmatismo desbanca a diplomacia vale a lei do mais forte sem paliativos, sem concessões. Quando um peixe grande abaixa o padrão, os demais seguem na cola. Tendemos à década de 1930, substituindo o conflito ideológico pela agenda ambiental. Não faltarão atores laterais querendo se aproveitar para aumentar sua influência. O Vaticano já desponta nesse sentido. Alguns fatores agravantes (ex.: desastres naturais), se combinados, certamente acelerarão o quadro”, conclui.

O professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, Maurício Santoro, também relaciona os atuais problemas econômicos com o 11/9: “Para evitar uma desaceleração econômica naquela época o governo dos Estados Unidos reduziu os juros e estimulou o consumo da população. Com baixas taxas de retorno, a população começou a consumir e a procurar opções mais rentáveis de investimentos, como a bolsa de valores. Muitos compraram casas com financiamento a juros baixos, pegaram empréstimos colocando imóveis como garantia e foram investir em ações e consumir mais, alimentando o descontrole sobre as finanças pessoais e o sistema financeiro como um todo. Construíram um castelo de cartas que ruiu com a crise financeira de 2008.”

Mas os maus ventos não sopraram apenas contra a economia.

Ameaça à liberdade

Em seu artigo “O fim da democracia norte-americana”, o jornalista e professor universitário Ruben Dargã Holdorf mostra que a mídia norte-americana mudou seus valores e que as práticas vigentes enfraquecem cada vez mais o perfil histórico dos Estados Unidos como nação defensora das liberdades de imprensa, expressão e consciência. Holdorf menciona pesquisa segundo a qual apenas 47% das pessoas leem algum jornal nos Estados Unidos. Além disso, “um americano médio investe somente 99 horas anuais na leitura de livros, enquanto torra 1.460 horas em frente a um televisor; e ridículos 11% são os leitores de jornal diário, cujos quadrinhos e classificados de carros usados se demonstram os prediletos”. Nesse cenário de medo e alienação, fica bem mais fácil para uma elite ditar os rumos da política.

Holdorf lembra que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos garante que “o Congresso não fará nenhuma lei... que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa”. Mas, para ele, “algo de anormal” ocorre nos bastidores da mídia norte-americana, e isso vem enfraquecendo um sólido fundamento de mais de 200 anos. “A rivalidade entre o governo e a imprensa se iniciou logo após os atentados de 11/9, quando a conselheira nacional de Segurança, Condoleezza Rice, solicitou à imprensa nacional evitar qualquer notícia prejudicial à ordem no país. Os chefes de redação, Ron Gutting e Dan Guthrie, dos jornais City Sun Daily Courier, respectivamente, ousaram cumprir a Primeira Emenda e criticar o presidente. Amargaram a demissão. Configurava-se aí o princípio da derrocada da Primeira Emenda e o primeiro abalo contra a democracia”, lembra o jornalista.

Para Holdorf, outro fator que atenta contra a diversidade de pensamento é o monopólio da informação. “Quando as comunicações se aglutinam sob o comando e orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação. Os Estados Unidos têm hoje apenas seis grandes empresas de comunicação. E já foram cerca de mil. O número de cidades norte-americanas com pelo menos dois jornais concorrentes é de reduzidos 34 locais”, contabiliza.

Em seu artigo, Holdorf cita estudiosos segundo os quais a morte da democracia na América começa a partir do momento em que os Estados Unidos justificaram ataques militares e invasões a países suspeitos de terrorismo.[1] Após destronarem a democracia, surgiu um Estado fascista e teocrático. E quase ninguém parece se importar, pois talvez não se dê conta de onde isso pode terminar.

Segundo matéria publicada na revista Superinteressante de setembro, para combater o terrorismo (ou com essa justificativa), “os Estados Unidos tomaram medidas radicais. O governo passou a grampear secretamente e-mails e telefonemas da população. Criou cadeias à margem da lei (como a de Guantánamo, que não obedece às regras jurídicas do país) e usou tortura contra suspeitos de terrorismo – que podem ser presos por tempo indeterminado, mesmo sem provas ou sequer uma acusação concreta. Por tudo isso, há quem diga que os Estados Unidos se tornaram um Estado policial”.


A crescente apatia política do povo norte-americano está abrindo as portas para as ações da Nova Direita, maior movimento religioso dos Estados Unidos, simpatizante do Partido Republicano e que defende a união do Estado com a Igreja. Inclusive a pré-candidata republicana Michele Bachmannchegou a afirmar que o terremoto e o furacão Irene (que atingiram Estados americanos em agosto deste ano) teriam sido provocados por Deus para chamar atenção sobre os problemas da nação. Estariam esses políticos sugerindo o retorno à fé como solução para esses problemas? Mas o retorno aque tipo de fé?

Holdorf aponta a consequência dessa mistura entre política e religião: “Se a condição laica de Estado ruir, com certeza a liberdade de imprensa será a próxima vítima desse poder autoritário”, e, “caso essa configuração continue tomando forma, a previsão quanto aos destinos do planeta nas próximas décadas não é nem um pouco otimista. Ao contrário do que se projeta, a ruína da imprensa vai desencadear uma série de fatos que podem conduzir as principais democracias do Ocidente a sua derrocada e ao retrocesso a uma nova ‘Idade Média’”.

Nada mais profético!

Cenário profético

Na opinião do teólogo e blogueiro Sérgio Santeli, de São Paulo, algumas liberdades civis foram atropeladas depois do 11/9. Com a aprovação da Lei Patriótica, o governo americano passou a ter o direito de investigar qualquer cidadão norte-americano ou estrangeiro que resida nos Estados Unidos, sem necessidade de ordem judicial – basta desconfiarem que alguém esteja ajudando os terroristas. “Quem garante que os ‘inimigos políticos’ (ou religiosos) do governo não serão colocados no mesmo barco?”, pergunta Santeli.

Ele lembra que, em 2006, foi aprovado também o Ato das Comissões Militares, que dá ao presidente norte-americano autoridade para instituir tribunais militares à parte do sistema judicial, com o propósito de julgar “combatentes inimigos ilegais”. Detalhe: qualquer cidadão americano pode então ser considerado “combatente inimigo ilegal”.

Mas, afinal, como o maior ataque terrorista da História se encaixa no cenário profético? Para o criador do blog Minuto Profético, o 11/9 antecipou a chegada do quadro profético de Apocalipse 13:15-17, segundo o qual os “combatentes inimigos ilegais” do governo norte-americano não poderão comprar nem vender se não tiverem o sinal da besta.[2] “O evento também mostrou claramente que, diante de uma tragédia de grandes proporções, as pessoas abrem mão de sua liberdade em troca da promessa de segurança”, avalia o teólogo. “A pergunta é: Não poderia também a lei dominical ser imposta em outro futuro cenário de uma tragédia de grandes proporções, quando a segurança mais uma vez fosse trocada pela liberdade?” Ensaios para essa lei já estão sendo feitos na Europa...

Embora existam muitas teorias conspiratórias relacionadas ao 11/9, algumas parecem ter um fundo de verdade. Para Santeli, o atentado teria sido um evento “falsa bandeira” com o propósito de criar leis para subtrair liberdades civis dos americanos e criar um pretexto para atacar países não alinhados com Washington. “O status quo é mantido pela submissão a uma sociedade e a seus valores. A submissão requer uma causa; uma causa requer um inimigo. O que mudou depois do 11/9 foi a definição de inimigo. Antes eram os comunistas, agora são os ‘terroristas’ e os ‘combatentes inimigos ilegais’. Ao mudar o inimigo, muda-se a causa pela qual lutar, mas a submissão ainda permanece e o status quo continua. Só que agora o mundo está bem mais próximo de cumprir a profecia da crise final”, conclui Santeli.

A atuação da nação profética

Como a arte imita a vida e dela se alimenta, não faltam exemplos de produções cinematográficas e televisivas que, de certa forma, reproduzem a sombra que paira sobre nossa cabeça. Dois exemplos entre muitos: em “O Cavaleiro das Trevas”, o personagem Batman vai a Hong Kong atrás de um criminoso, captura o bandido e o leva de volta a Gotham (Nova York?) sem dar satisfação a ninguém. Jack Bauer, da série de TV “24 Horas”, é um agente do governo que não se submete a leis internacionais ou a acordos bilaterais entre países. Ele faz o que julga ser necessário para “fazer justiça”.

Para o blogueiro português Filipe Reis, em lugar de o ataque ao território americano em 2001 abalar a grande nação profética, tornou-a, na verdade, mais dominadora, seja de forma visível (agora os americanos invadem qualquer nação sem ser objeto de grandes críticas, pelo menos no Ocidente) ou camuflada (diversas leis e projetos de lei têm sido elaborados para condicionar liberdades). “É engraçado verificar que aqui na Europa, em meio a países profundamente afetados pela crise, os governantes parecem mais concentrados nos esforços para manter a união que supostamente existe entre as nações e se esquecem um pouco dos Estados Unidos”, diz Filipe. É assim que “Bauer” e “Batman” gostam...

Além da atuação externa da superpotência do norte, deve-se considerar, também, o que vem acontecendo internamente por lá – ao lado do que já vimos sobre o controle da mídia e o descontrole da economia. Segundo matéria publicada no Último Segundo, do portal iG, “nas últimas semanas, menções negativas ao islamismo foram feitas por Newt Gingrich, Michele Bachmann, Herman Cain e Mitt Romney, os quatro principais concorrentes à nomeação republicana para a disputa contra o atual presidente dos Estados Unidos, o democrata Obama. Cain, por exemplo, disse publicamente que jamais consideraria contratar um muçulmano como parte da sua equipe. Dias depois, foi elogiado e defendido por Gingrich, que comparou os muçulmanos aos nazistas”.

Segundo Sherman Jackson, professor de estudos islâmicos da Universidade de Michigan, citado na matéria, a atual crise econômica americana dá combustível aos movimentos conservadores nos Estados Unidos, que tendem a criticar e oprimir as minorias, incluindo os muçulmanos. De 2010 para cá, pelo menos dois Estados norte-americanos, Oklahoma e Tennessee, aprovaram medidas constitucionais para banir o uso das regras islâmicas nos tribunais americanos.

É bom lembrar, também, que, antes de 11/9, ateus militantes como Dawkins, Hitchens e Harris quase não tinham espaço na mídia. Mark Juergensmeyer, em seu livro Terror in the Mind of God, defende a ideia de que a religião naturalmente induz à violência. Livros com esse tipo de conteúdo e ações da militância neoateísta eram raros antes de 2001. Mas, de lá para cá, esse tipo de discurso se tornou comum e surge justamente nesse mar revoltoso contra as religiões (não apenas o Islã).

A atitude e os métodos da Al Qaeda são deploráveis, não resta dúvida. Mas, quando analisamos a teologia e as ideologias de seus aderentes, algumas coisas chamam a atenção: (1) existe aversão ao materialismo e ao secularismo da cultura ocidental, (2) a condenação da sensualidade e da imoralidade, (3) um sentimento contrário ao Vaticano e aos Estados Unidos, e (4) o temor de uma possível união entre esses dois poderes. Se nos lembrarmos de que muçulmanos não comercializam bebidas alcoólicas, vestem-se com modéstia e não comem carne de porco, certamente um grupo de cristãos virá à mente e será mais fácil antever a oposição mundial ao remanescente fiel de Apocalipse – à primeira vista, ele se parece muito com um inimigo em comum para boa parte do mundo ocidental (os fundamentalistas islâmicos), embora nada tenha que ver com seus métodos e propósitos.

Em matéria especial sobre os dez anos do 11 de Setembro, a revista Veja do dia 7 de setembro abre assim o texto: “Momentos históricos decisivos ocorrem por uma combinação de fatores – mudanças demográficas, decisões políticas e econômicas e desastres naturais, por exemplo podem confluir para que uma sociedade siga por um novo rumo.” Isso me faz lembrar as palavras de Ellen White, no livro Eventos Finais: “As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra são assombrosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. [...] Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos” (p. 9).

Veja também dá sua definição de “fundamentalismo”: “Assim como outras formas de radicalismo religioso, ele [o fundamentalismo] exige que se viva sob uma interpretação literal e, portanto, originalmente ‘pura’ dos textos sagrados.” Se nos lembrarmos de que, em 2001, um mês antes dos atentados do dia 11 de setembro, a revista Galileu chamou os criacionistas de “fundamentalistas” e que, em 8 de fevereiro de 2006, a revista Veja afirmou que a “tese” bíblica de que Deus criou todos os seres vivos é “treva”, poderemos concluir que a definição geral de “fundamentalismo” abarca outros grupos religiosos, especialmente aqueles que aceitam a literalidade do relato de Gênesis, a semana literal da criação e a observância do sábado bíblico como memorial dessa criação literal. Diferentemente dos radicais islâmicos, esses cristãos são um grupo pacífico. Mas alguém está interessado em conhecer a diferença?

Então, ponha no liquidificar a crise econômica, a apatia política dos norte-americanos, o cerceamento das liberdades individuais, a mídia amordaçada, o fortalecimento de grupos que torcem pela funesta união entre Igreja e Estado e a aversão pelas minorias consideradas “fundamentalistas”, e tente imaginar no que vai dar essa receita...

Na opinião da escritora especialista em temas religiosos Karen Armstrong, expressa no primeiro capítulo de seu livro Em Nome de Deus, “fundamentalistas cristãos rejeitam as descobertas da biologia e da física sobre as origens da vida e afirmam que o livro do Gênesis é cientificamente exato em todos os detalhes”. Não é exatamente isso o que os criacionistas defendem? Não é exatamente nisso que creem os guardadores do sábado, mais especificamente?[3]

Creio que, finalmente, se cumprirá a profecia segundo a qual “os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos da lei e da ordem [combatentes inimigos ilegais?], como que a derribar as restrições morais da sociedade, causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 592).[4]

Então, como nunca antes visto neste planeta, o cordeiro falará como dragão.

Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia


1. Em seu ótimo artigo “Um messias judaico-americano”, o jornalista e doutor em teologia Vanderlei Dorneles sustenta que, provavelmente, a motivação maior dessa guerra e da própria política imperialista norte-americana seja algo que foi tratado apenas superficialmente pelos meios de comunicação no Brasil – uma “utopia” religiosa, entesourada na crença evangélica americana.

2. Em janeiro de 2001, na revista Sinais dos Tempos, o teólogo e jornalista Marcos De Benedicto explicou: “Apocalipse 13 descreve dois poderes, os quais seu autor chama de ‘bestas’ ou ‘monstros’, que vão dominar o cenário mundial no fim dos tempos e perseguir as minorias que discordarem de sua política global. O primeiro desses poderes seria o Vaticano (que tomou o lugar da antiga Roma), e o segundo os Estados Unidos (a nova Roma). Um poder é religioso-político e o outro político-religioso. Como o Vaticano tem influência moral, mas não poder militar, os Estados Unidos emprestariam sua autoridade para a cúpula da Santa Sé levar seus planos adiante.”

3. “Como os americanos considerarão alguma denominação religiosa que, sediada em Washington, afirma que os Estados Unidos são a segunda besta do Apocalipse? Esse conceito não é bastante parecido com a ideia que os islâmicos mantêm acerca de Tio Sam? O livro O Grande Conflito, de Ellen White, afirma claramente a identidade dos Estados Unidos com a segunda besta do Apocalipse, na página 584. Esse livro revela, apoiado nas palavras do apóstolo Paulo, em 2 Tessalonicenses 2, que o próprio Satanás imitará a vinda de Cristo, e receberá o culto dos seres humanos. Ele se manifestará com certa medida de glória e procurará recomendar seu reino a todos os seres humanos (ver O Grande Conflito, p. 593, 629). Diz ainda que, ‘quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. [...] Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação’ (ibid, p. 635). Essas predições indicam que a intolerância da ‘besta’ chegará ao ponto de pretender silenciar mesmo aqueles que manifestam reprovação e discordância só por sua voz” (Vanderlei Dorneles, artigo citado).

4. Segundo Dorneles, pode estar se tornando intrigante o que o jornalista Clifford Goldstein escreveu no livro O Dia do Dragão, na página 11, quando afirma que o livro O Grande Conflito, sem dúvida, desencadeará uma tempestade de perseguições contra os que discordam do que está sendo defendido e realizado pelos norte-americanos. 



(criacionismo.blog)
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