segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Bíblia segundo o Capitão América


O rabino Rami Shapiro, professor da Universidade Middle Tennessee State, disse recentemente ao canal CNN que “a maioria das pessoas que afirmam ter um amor profundo pela Bíblia na verdade nunca leu esse livro”. Se ele está certo, provavelmente a maioria delas não reconhecerá uma citação bíblica quando ler uma. Ao contrário da crença popular, “Deus ajuda quem se ajuda” não é um versículo da Bíblia. “A limpeza anda ao lado da piedade” também não. “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando” tampouco está lá. Uma pesquisa divulgada neste mês pela Sociedade Bíblica Americana fez um teste com os moradores daquele que é considerado o maior país cristão do mundo, e revela algumas surpresas.

A frase “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados” foi atribuída pela maioria dos entrevistados ao… Capitão América. As outras opções eram o pastor e ativista Martin Luther King e o ex-presidente George W. Bush. Uma minoria conseguiu perceber que se tratava do versículo de 2 Coríntios 4:8, este, sim, presente na Bíblia.

Segundo a Harris Interactive, que realizou a entrevista online a pedido da American Bible Society, nada menos que 63% dos entrevistados achavam que a frase fora dita pelo Capitão América, Luther King ou Bush.

Símbolo do nacionalismo americano do pós-guerra, o Capitão América ao que se sabe não citava a Bíblia ao enfrentar os nazistas e posteriormente outros supervilões.

A iniciativa da Sociedade Bíblica Americana visava a promover uma nova edição da Bíblia chamada “A Bíblia da Liberdade”, que usa uma tradução contemporânea. A citação foi um exemplo de 3.500 versículos que receberam destaque na “Bíblia da Liberdade” criada para ajudar as pessoas a superar traumas. A pesquisa também perguntou sobre quais eram os maiores traumas dos leitores na última década.

O resultado mostra que apenas 9% dos americanos sentem-se mais seguros hoje do que antes dos atentados de 11 de setembro de 2001, considerando que o terrorismo é hoje o maior trauma dos norte-americanos. Também foi divulgado que 82% dos americanos não confiam na Bíblia como uma maneira de ajudá-los a lidar com seus traumas. Apenas 4% afirmaram confiar em ajuda profissional para superar traumas e 6% disseram não acreditar que algo pode ajudá-los.

(Pavablog)

Nota: Se não confiam mais na Bíblia nem conhecem sua mensagem de esperança, como não vão se sentir inseguros e ter medo do futuro? Teoricamente, os Estados Unidos se consideram uma nação cristã, mas essa pesquisa mostra que o cristianismo deles (de modo geral) é apenas nominal. No Brasil, a situação é ainda pior: aqui também dizem que vivemos num país cristão, mas as práticas religiosas da maioria mais se assemelham aopaganismo. São dias difíceis estes, porque são dias em que a verdadeira fé está ausente, como previu Jesus (Lc 18:8).[MB]



(Criacionismo.blog)

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