quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pescadores ou pescados – parte 2


O que há de pior na internet (e como se livrar disso)

Segundo Mark Hurd, presidente da empresa de informática Hewlett Packard, a quantidade de informações publicadas na web já é maior do que tudo o que foi produzido pela humanidade até agora em matéria de conhecimento. Precisaríamos de mil anos para receber o que se produz em um mês no mundo. A título de comparação, uma edição como a do jornal The New York Times contém mais informações do que uma pessoa comum poderia incorporar durante toda a existência dela, no século 17, nos Estados Unidos.

Vivemos na era da informação. Mas e a capacidade de processamento dessa informação? Esse excesso de informação tem criado o estresse digital (sentir-se dominado pelas tecnologias) e a ansiedade de informação (não dar conta de se atualizar). Além disso, tem contribuído para a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA).

Uma característica básica da SPA é o cansaço físico. Por pensar excessivamente, os portadores dessa síndrome roubam energia do córtex cerebral. Essa energia deveria ser utilizada nos órgãos do corpo, como os músculos. Assim, sentem uma fadiga persistente.

No século 19, Ellen White já falava sobre energia mental e recomendava: “Muitos [...] têm sofrido por causa de excesso de trabalho mental sem o refrigério do exercício físico. O resultado é a debilitação de suas faculdades” (Evangelismo, p. 661). “Os [...] que se aplicam exclusivamente a trabalho mental [...] pelo confinamento prejudicam toda a estrutura viva. Cansa-se o cérebro, e Satanás insinua toda uma lista de tentações” (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 507).

Mentes cansadas e fracas são fáceis de ser “pescadas”.

Pensamento rápido e utilitário

Nicholas Carr, em seu livro The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains, afirma que a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando estúpidos. Diz ele: “A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários, voltados para a solução de problemas, que encoraja as multitarefas e a rápida transmissão ou recepção de migalhas de informação. [...] A maneira de manter o modo mais contemplativo de pensamento é desconectar-se por um tempo substancial, reduzindo nossa dependência em relação às tecnologias de tela e exercendo nossa capacidade de prestar atenção profundamente em uma única coisa.”

Estudar a Bíblia e ler um bom livro, por exemplo.

Numa resenha do livro de Carr, publicada no jornal El País, o jornalista e escritor Mario Vargas Llosa escreveu: “Acostumados a picotar informações em seus computadores, sem ter necessidade de fazer prolongados esforços de concentração, [os alunos] têm perdido o hábito e a faculdade de [ler livros], e têm sido condicionados a contentar-se com esse borboleteio cognitivo a que os acostuma a internet, com suas infinitas conexões e saltos e complementos, de modo que estão ficando de certa forma vacinados contra o tipo de atenção, reflexão, paciência e prolongado abandono àquilo que se lê, e que é a única maneira de ler, desfrutando, a grande literatura.”

Pessoas incapazes de refletir e esgotadas são alvo fácil de Satanás. E ele está lá, na internet, “[andando] em derredor, rugindo como leão” (1 Pedro 5:8), oferecendo suas “distrações”.

Conselho divino: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (Salmo 46:10).

Principais perigos

Numa lista breve, os principais perigos da internet geralmente apontados são: (1) Contato com material impróprio (ex.: pornografia); (2) incitamento à violência e ao ódio; (3) violação da privacidade; (4) violação da lei; (5) encontros “online” com pessoas não recomendáveis; (6) perda de tempo precioso; e (7) pensamento utilitarista e superficial.

Na American Journal of Psychiatry de março de 2008, o Dr. Jerald J. Block comenta que a dependência da internet parece ser uma desordem mental que merece ser incluída na próxima edição da Classificação Internacional das Doenças usada nos EUA (DSM-V). O diagnóstico da desordem que engloba o uso compulsivo-impulsivo de computador consiste de três subtipos de vício: jogos excessivos, preocupações sexuais e mensagens tipo e-mail ou texto. E qualquer uma dessas modalidades de dependência tem em comum quatro componentes:

1. Uso excessivo, frequentemente associado com perda da noção do tempo ou negligência de necessidades básicas.

2. Abstinência, com sintomas de raiva, tensão e/ou depressão quando o computador está inacessível.

3. Tolerância, que inclui a necessidade de obter melhores computadores, melhores softwares ou mais horas de uso.

4. Repercussões negativas, incluindo argumentos, mentiras, isolamento social, pobres realizações e fadiga.

A dependência acomete, principalmente, os adolescentes, pois a maturação cerebral ocorre somente depois dos 21 anos. O córtex pré-frontal (localizado na região da testa) é a sede do pensamento, a sede do controle dos impulsos, e os jovens ainda não têm essa região plenamente amadurecida.

Os jovens precisam contar com a ajuda dos pais, é o que defendem Joe S. McIlhaney Jr. e Freda McKissic Bush, no ótimo livro ainda não traduzidoHooked: New Science on How Casual Sex is Affecting our Children. Eles dizem: “Fatores benéficos, tais como ambiente familiar e orientação de adultos, podem guiar um adolescente através desse tumultuado período de sua vida. [...] O cérebro dos adolescentes pode ser positivamente moldado pela orientação, estrutura e disciplina fornecidas por pais cuidadosos e outros adultos” (p. 19, 53).

Por isso, Alexandre Hohagen, presidente do Google para a América do Sul, disse: “Em casa, lugar de computador é na sala ou no corredor. Jamais em quartos isolados ou fechados.” Pais responsáveis devem cuidar dos filhos. E, para isso, devem se informar o quanto puderem sobre como cuidar deles. Um bom livro para isso é Como Proteger Seus Filhos na Internet, da editora Novo Conceito. Nele, o especialista na área de tecnologia e informação, Gregory S. Smith, dá boas dicas para os pais e mostra os perigos a que estão expostos os menores.

Smith compara: “Crianças e jovens com idades de 8 a 17 anos não estão sendo criados num ambiente semelhante ao do tempo da infância dos pais. As crianças de antigamente nem mesmo poderiam imaginar os tipos de pornografia pesada disponível ao alcance do clique de um mouse, nem mesmo prever o comportamento que os adolescentes de hoje em dia têm diante do computador” (p. 32).

O livro é bastante explícito e transcreve, inclusive, diálogos travados entre crianças e predadores sexuais online. Por isso mesmo deve ser lido apenas pelos pais.

Associação de conceitos

Responda rápido: O que as vacas bebem? Você respondeu “leite”? Talvez. E isso acontece porque, quando criança, aprendemos a associar vaca com leite, e os neurônios que codificam as duas palavras aprendem a se ativar ao mesmo tempo.

Segundo Dean Buonomano, doutor em neurociência pela Universidade do Texas, “o cérebro humano pode ser convencido inconscientemente. Ele pode associar conceitos caso seja exposto de forma contínua e prolongada a alguns estímulos. É o que fazem os publicitários com imagens, sons e aromas. Um bom exemplo disso é o tabaco. Poderosas campanhas de marketing no século passado levaram a associar o cigarro a um estilo de vida exclusivo. O resultado foram milhões de mortes, que poderiam ter sido evitadas. Essas associações, de certa forma, tornaram-se um problema social grave.”

Agora leia esta palavra: sexo. Que conceitos e imagens lhe vêm à mente?

O mal da pornografia

A indústria pornográfica é maior do que a Microsoft, Google, Amazon, eBay, Yahoo!, Apple, Netflix e EarthLink juntas. Cerca de 50% dos cristãos e 40% de seus pastores admitem ter problemas com a pornografia. Dois terços dos advogados presentes na reunião de 2003 da Academia Americana de Advogados Matrimoniais disseram que a pornografia virtual estava envolvida na metade dos casos que representaram. Dá para perceber o tamanho do problema?

Regis Nicoll, escritor e membro de um ministério para homens da Igreja Adventista, escreveu: “No local de trabalho, o vício em pornografia resulta na perda da produtividade e na negligência de cumprir os deveres, que podem ter efeitos danosos, talvez até desastrosos. Em casa, resulta paradoxal e tragicamente em desordens íntimas.”

Desordens íntimas? Sim. O blog Mulher 7 x 7, do site da revista Época, divulgou a pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, segundo a qual 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter desempenho sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet. “A perda da libido acontece porque os consumidores de pornografia estão ‘abafando’ a resposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta ao neurotransmissor dopamina. A dopamina está por trás do desejo, da motivação – e dos vícios. Ela rege nossa busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa.”

Segundo Kimberly-Sayer Giles, “os homens são muito visuais, e ver pornografia produz uma droga [dopamina] que leva à euforia no corpo. Essa droga é a razão pela qual a pornografia se torna viciante. Quando a elevação natural desaparece, o homem se sente deprimido (como acontece com qualquer droga) e tem vontade de passar pelo processo novamente. As mulheres são mais estimuladas por livros de romance do que por sexo. Então, quando elas leem histórias românticas (e nem precisam ter romance tão explícito assim), elas podem experimentar a liberação da mesma substância química viciante”.

William M. Struthers, psicólogo com formação em neurociência e autor do livro Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain, afirma que experiências com pornografia e hormônios de prazer criam novos padrões na programação do cérebro, e experiências repetidas formalizam a programação. Não é coincidência o fato de que as demandas de drogas para o desempenho masculino e os aumentos do corpo feminino sigam juntos à explosão da pornografia na internet. Eles perdem interesse pelo normal e elas querem se igualar ao anormal.


Joe S. McIlhaney Jr. e Freda McKissic Bush dizem ainda que “sexo é um dos mais fortes geradores de recompensa pela dopamina. Por essa razão, os jovens são particularmente vulneráveis a cair no ciclo da recompensa dopamínica por comportamento sexual imprudente – eles podem ficar viciados nisso. Mas o efeito benéfico da dopamina para os casais casados está na dependência [vício] deles no sexo um com o outro” (Hooked, p. 35).

A ex-atriz pornô Jennifer Case deixou a indústria do sexo há alguns anos e diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa indústria. “Se você está vendo pornografia ou está viciado em pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você olha pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida”, ela adverte.

Case diz ainda que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”. “Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você.”

Segundo C. S. Lewis, existe “um desejo cada vez mais crescente por um prazer cada vez menor”.

Preocupação divina

Nos tempos dela, Ellen White já manifestava sua preocupação com o assunto: “Nos trens, fotografias de mulheres nuas são frequentemente oferecidas à venda. Esses quadros repugnantes são encontrados também em estúdios fotográficos, e são dependurados nas paredes dos que trabalham com gravuras em relevo. É esta uma época em que a corrupção prolifera por toda parte. A concupiscência dos olhos e as paixões corruptas são despertadas pela contemplação e a leitura. [...] A mente tem prazer [dopamina] em contemplar cenas que despertam as paixões baixas, vis. Essas imagens depravadas, vistas por olhos de uma imaginação viciada, corrompem a moral e predispõem os iludidos e obcecados seres humanos a darem rédea solta às paixões libidinosas. Seguem-se então pecados e crimes que arrastam para baixo seres formados à imagem de Deus, nivelando-os aos irracionais, afundando-os afinal na perdição. Evitai ler e ver coisas que sugiram pensamentos impuros. Cultivai as faculdades morais e intelectuais” (Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 229).

E ela adverte: “Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir” (Mensagens aos Jovens, p. 285).

O “tratamento” recomendado para os viciados em pornografia é o mesmo para pessoas viciadas em álcool, cafeína ou outras drogas: abstinência, substituição e vigilância.

De Deus vem a promessa: “Submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês” (Tiago 4:7). “A leitura limpa e sã [substituição] será para o espírito o que é para o corpo o alimento saudável. Haveis de tornar-vos assim mais fortes para resistir à tentação, formar bons hábitos, e proceder segundo os retos princípios” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 107).

Em tempos de reavivamento e reforma, fica a recomendação inspirada: A “primeira obra dos que desejam reformar-se é purificar a imaginação” (Ellen G. White, Mente Caráter e Personalidade, p. 595).

Note: Deus criou a dieta original saudável; o diabo inventou o fast-food. Deus criou a água e as frutas; o diabo, a bebida alcoólica. Deus criou o sexo para o casamento entre um homem e uma mulher; o diabo promove a infidelidade, o adultério mental (Mateus 5:28), o “sexo sem compromisso” e a pornografia. Com todas essas deturpações, o inimigo de Deus causa dor nos seres humanos e, consequentemente, no Criador.

“Nunca derrube uma cerca até você saber por que ela foi colocada”, disse Robert Forst. Se Deus colocou limites à sexualidade humana, é porque tinha e tem uma boa razão para isso.

Histórias tristes

Além dos testemunhos bonitos que tenho recebido por e-mail ao longo dos anos, há também as histórias tristes de pessoas boas sofrendo sob o peso dos vícios. São histórias que mostram que realmente todo cuidado é pouco, quando se trata do policiamento na internet. Por razões óbvias, o nome delas foi omitido:

“Sempre tive um sonho: de me tornar um ministro. Com poucos meses após a maioridade, me tornei ancião da minha igreja e colportor. [...] Com o passar do tempo, deixei de olhar para Cristo. [...] Achei uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil e acabei me envolvendo com pornografia. Mas ninguém sabe disso. Ninguém me conhecia e conhece. E cheguei ao estagio de eu mesmo não me conhecer. E isso me entristece, por mim e por elas. Nunca foi meu desejo envergonhar o evangelho ou trazer descrença às pessoas. Na verdade, desde muito novo (12 anos mais ou menos) fui atraído por pornografia; é minha maior fraqueza. [...] Eu quero do fundo do meu coração mudar para não me perder e não estragar futuramente meu casamento. [...] Preciso de sua ajuda.”

“Seu texto me ajudou a admitir que sou viciado [em pornografia] e que preciso de ajuda. Por favor, ore por mim e pela minha infeliz esposa. Seu ministério tem salvado vidas e até mesmo conseguido alcançar um endurecido pastor. Por favor, ore por mim. Não aguento mais essa situação.”

“Peço que você ore por mim. Sou viciado em pornografia. Comecei aos 13 anos vendo um vídeo por semana, e hoje, com 34 anos, vejo pornografia na internet. Sou casado e imagino cenas na hora do sexo, na oração – em plena oração aparecem imagens. É horrível! Estou há apenas dois dias sem ver pornografia. [...] Minha esposa conheceu seu blog através de mim. Com tristeza, devido ao vício, mas com a alegria de saber que Jesus nos transforma, deixo meu abraço.”

“Sou jovem e evangélico há sete anos. Realmente creio em Cristo com toda a minha vida. Tenho desejo de ser um pastor, estudo muito a Bíblia, também procuro sempre ter uma vida de oração intensa, porém, há mais ou menos um ano tenho tido problemas que eu não tinha antes, com masturbação e às vezes com pornografia. Acredite em mim: não sou uma pessoa má, repudio essas coisas, tenho nojo disso, detesto, enfim, nunca gostaria de ter visto essas coisas. Tenho travado batalhas enormes, feito muitos jejuns, ficado semanas sem cair, mas sempre, de repente, algo súbito acontece e novamente caio. Não sei mais o que fazer. Não sou um novo convertido, não sou depravado, mas não sei o que acontece comigo. [...] Estou escrevendo a você porque eu nunca conseguiria tratar disso com alguém pessoalmente. [...] Não consigo me abrir nesse aspecto; acho vergonhoso.”

Não sei quanto a você, mas me dá vontade de chorar quando leio essas histórias tristes de pessoas amadas por Deus, mas escravizadas nas redes do inimigo. No entanto, creio sinceramente que existe libertação em Cristo, afinal, “sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 176). É por isso que oro quase todos os dias por essas pessoas – e por mim mesmo. Convido-o a fazer a mesma coisa.

Conselhos divinos

Quero concluir este artigo com alguns conselhos provenientes da Inspiração:

“Não podemos avançar na experiência cristã enquanto não afastarmos de nosso caminho tudo quanto nos separe de Deus” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 377). Decida agora e não espere para depois: jogue fora todo e qualquer conteúdo (filmes, livros, revistas, músicas) que o estejam afastando de Deus e de uma espiritualidade plena. Se o problema é o computador, tome decisões sérias baseadas nos conselhos expostos neste artigo.

“Cumpre-nos, no que de nós depender, cerrar toda entrada pela qual [Satanás] possa encontrar acesso à alma” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 118). Você precisa exercer seu poder de escolha no sentido de proteger as “janelas da alma” – olhos, ouvidos, pele (tato) e boca.

Davi nos dá um conselho semelhante: “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Salmo 101:3). Mas, e se a tentação surgir de repente, sem que eu tenha me exposto a ela. Aí vem o segundo conselho (na verdade, uma petição) de Davi: “Desvia meus olhos, Senhor, de contemplarem coisas sem valor, e vivifica-me em Teu caminho” (Salmo 119:37). Olhe para outra coisa. E se for uma imagem mental, “mude de canal”. Pense conscientemente em outra coisa. Domine seus pensamentos com a ajuda de Deus.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Se vivermos apenas conectados nas coisas do “mundo”, nossa mente será formatada (formato) ou conformada (colocada numa forma) sob padrões que nos afastam da espiritualidade. Finalmente, acabaremos perdendo a capacidade de experimentar, discernir a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Então, a sequidão espiritual e, finalmente, a morte da alma será a triste consequência.

Antes do ponto final, vamos ler de novo (que tal memorizar?) o conselho de Paulo registrado em Filipenses 4:8? “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”

Ponto final.

Michelson Borges é jornalista formado pela UFSC e mestre em teologia pelo Unasp



(Criacionismo)

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