sábado, 28 de abril de 2012

Portal Terra repercute polêmica da aula criacionista



 Portal Terra publicou notícia sobre arecente polêmica envolvendo a aula ministrada por um professor do Colégio Adventista de Várzea Grande, MT, na qual ele apresenta uma versão alternativa para a formação dos fósseis: o dilúvio de Gênesis. Leia a notícia abaixo, com meus comentários entre colchetes [MB]:

A Bíblia não pertence a uma religião específica e o professor mencionou apenas argumentos ligados à geologia, à história e à paleontologia, concluindo que eles poderiam corroborar o relato bíblico do dilúvio. O Terra cai no lugar comum de polarizar a questão como sendo ciência versus religião e apela para o “Estado laico” como justificativa para o não ensino de religião. Leia a notícia abaixo e, em seguida, a íntegra da nota enviada ao Terra pelo colégio de Várzea Grande: 

A foto de uma aula na qual o professor ensina a alunos do 6º ano do Colégio Adventista de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, MT, que os fósseis são restos de animais e plantas petrificados formados “na época do dilúvio” tem gerado muita repercussão nas redes sociais, após a imagem ter sido publicada na página do Facebook da escola. A foto da aula, publicada no começo do mês, tem gerado muitas críticas de pessoas contrárias à proposta de ensino e acusam a igreja de “alienação” além de considerarem a aula uma “piada” [mesmo sendo informadas de que as escolas adventistas ensinam criacionismo e evolucionismo, essas pessoas continuam insistindo na ideia de “alienação”]. Já outros defendem a iniciativa como uma proposta “crítica”, pautada na “fé” e aplaudem a coragem da entidade e do professor.

Segundo nota divulgada pela escola, o ensino praticado pela instituição é o criacionismo em conjunto com o evolucionismo, baseado em argumentos científicos e lógicos, sem imposição de crenças religiosas e “em harmonia com as prescrições do Ministério da Educação e Cultura”. De acordo com a escola, a maioria dos alunos não frequenta a Igreja Adventista, mas o objetivo é desenvolver o entendimento de ambos os modelos entre os estudantes.

Acerca da aula sobre os fósseis, a instituição esclarece que “para que haja fossilização, são necessários (pelo menos) fatores como sepultamento rápido (para evitar a decomposição do animal ou que ele seja devorado por predadores/carniceiros) e grande quantidade de água e sedimentos [...] pode ter havido um grande evento catastrófico no passado que promoveu extinções em massa”. Segundo a escola, o professor tentou apenas permitir que os alunos desenvolvam senso “crítico/comparativo”.

“Além disso, é bom lembrar que são conhecidas centenas de culturas em todo o planeta que guardam algum relato relacionado com uma grande inundação que teria devastado o mundo. Lamentavelmente, a intenção do professor foi distorcida e a aula sobre fósseis virou motivo de acalorado debate no Facebook. Tivesse ficado apenas no debate, já teria valido a pena, pois o debate, quando respeitoso, acaba sendo proveitoso, ainda que apenas para que se conheçam as ideias de quem pensa de maneira diferente”, diz o comunicado, que finaliza dizendo que a instituição está em primeiro lugar no município entre as escolas cujos estudantes são submetidos à prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Procurado pelo Terra, o Ministério da Educação repassou ao Conselho de Educação mato-grossense a responsabilidade pelo acompanhamento e aprovação do que é ensinado nas escolas daquele Estado. Através de sua assessoria de imprensa, a pasta demonstrou preocupação com o caso e prometeu repassar as informações para o ministro Aloizio Mercadante [levando-se em conta o nível da educação no Brasil, o governo e os Conselhos de Educação deveriam se preocupar com coisas bem mais sérias...].

De acordo com o Conselho de Educação do Mato Grosso, o Estado é laico [o que não significa “ateu”], segundo normatiza a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, por isso o ensino de preceitos religiosos não deve ser cobrado como conteúdo em provas, por exemplo [é bom lembrar que a aula em questão não tinha que ver com “preceitos religiosos” e sim com o modelo diluviano corroborado pela história, pela geologia e pela Bíblia, livro sagrado para muitas religiões, não apenas a adventista]. Apesar de a escola ser mantida por uma instituição adventista, o ensino religioso deve ser algo facultativo para o estudante, além de precedido de uma discussão e aprovação em assembleias dentro da escola, antes de ser apresentado ao conselho para avaliação [a educação adventista está presente no Brasil desde 1896 e sempre foi conhecida por sua ética e pelos valores morais que defende, princípios que transcendem bandeiras denominacionais. O ensino religioso nas escolas adventistas tem como base a Bíblia e não doutrinas particulares dessa ou daquela religião].

Membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) que atuam na área da genética manifestaram preocupação com o que consideraram ideias “retrógradas que afrontam o método científico, fundamentadas no criacionismo, também chamado como ‘design inteligente’ [...] [na verdade, esse punhado de cientistas está indignado pelo fato de um dos maiores cientistas brasileiros defender o design inteligente e o criacionismo]. [Eles dizem ainda:] sentimo-nos afrontados pela divulgação de conceitos sem fundamentação científica por pesquisadores de reconhecido saber em outras áreas da Ciência”, diz a carta divulgada pela ABC.

De acordo com o site do colégio, a aula de História “diferente” foi ministrada com a supervisão do professor Toni Carlos Sanches, com a simulação da produção de fósseis [ou seja, ciência experimental]. “A discussão girou em torno da questão se os fósseis se formaram há milhões de anos, como sugere o Evolucionismo, ou se foram formados há milhares de anos, por ocasião do dilúvio, como sugere o Criacionismo”, segundo divulgou a instituição. “Após os experimentos, os alunos ficaram entusiasmados e muitos confirmaram a crença em um dilúvio universal”, completa.

No entanto, a discussão não é nova. Nos Estados Unidos, uma lei do Estado do Tennessee, que deve entrar em vigor brevemente, permitirá que os professores de escolas públicas questionem o consenso científico em questões como aquecimento global e teoria da evolução. [Por que não questionar esses “consensos”, quando grandes expoentes ligados a essas bandeiras admitem seus exageros? Confira. Além disso, grandes nomes da ciência como Copérnico e Galileu também discordaram do “consenso científico” (não apenas religioso) de sua época e fizeram a ciência avançar; o consenso às vezes é prejudicial, Thomas Kuhn que o diga.]

A medida visa a permitir aos professores que ajudem os estudantes a compreender, analisar, criticar e revisar de forma objetiva as potenciais fragilidades científicas das teorias existentes abordadas na disciplina ensinada, mas que não deve ser usada “para promover qualquer doutrina religiosa ou não religiosa”, segundo diz o texto da nova lei. [Repito: a intenção da educação adventista não é a de promover doutrina religiosa, mas, sim, colocar os alunos em contato com uma teoria alternativa relacionada com o assunto das origens e ensinar um evolucionismo crítico, que não varre para baixo do tapete as insuficiências epistêmicas do modelo. - MB]

Íntegra da Nota de Esclarecimento enviada pelo Colégio Adventista:

O criacionismo – ensinado no Colégio Adventista de Várzea Grande, MT, juntamente com o evolucionismo – é uma corrente de estudos interdisciplinares que procura explicar a origem da vida e do Universo, com semelhanças e diferenças em relação às teorias evolucionistas e ao designinteligente. O Colégio Adventista de Várzea Grande ensina o criacionismo, baseando-se em argumentos científicos e lógicos, sem impor crenças religiosas nem omitir a versão evolucionista. Portanto, o ensino se encontra em harmonia com as prescrições do Ministério da Educação e Cultura.

Os motivos pelos quais o colégio ensina também o criacionismo podem ser lidos neste link. Em resumo, o colégio adventista procura proporcionar aos estudantes (a maioria dos quais não pertence à igreja adventista) todo o conhecimento necessário para seu desenvolvimento, o que inclui o entendimento tanto do modelo evolucionista, quanto do criacionista.

Com relação à aula sobre fósseis sob a ótica criacionista, ministrada pelo professor da disciplina de História, Toni Sanches, na última semana, no Colégio Adventista de Várzea Grande, faz-se oportuna breve explicação: é sabido que, para que haja fossilização, são necessários (pelo menos) fatores como sepultamento rápido (para evitar a decomposição do animal ou que ele seja devorado por predadores/carniceiros) e grande quantidade de água e sedimentos. O fato de haver incontáveis animais e plantas fossilizados em todo o mundo, incluindo-se aí dinossauros de grande porte, cuja fossilização exigiria enormes quantidades de lama e sepultamento rápido, indica que pode ter havido um grande evento catastrófico no passado que promoveu extinções em massa. Muitos desses animais foram realmente pegos de surpresa, tanto que foram encontrados peixes fossilizados no exato momento em que devoravam a presa e fósseis de animais no instante em que davam à luz. Além disso, evidências indicam que os dinossauros morreram afogados, tendo sido, posteriormente, fossilizados.

O que o professor Sanches fez foi discutir uma visão alternativa à evolucionista, na busca da explicação a respeito do surgimento dos fósseis, e permitir aos alunos desenvolver o senso crítico/comparativo. Além disso, é bom lembrar que são conhecidas centenas de culturas em todo o planeta que guardam algum relato relacionado com uma grande inundação que teria devastado o mundo. Lamentavelmente, a intenção do professor foi distorcida e a aula sobre fósseis virou motivo de acalorado debate no Facebook. Tivesse ficado apenas no debate, já teria valido a pena, pois o debate, quando respeitoso, acaba sendo proveitoso, ainda que apenas para que se conheçam as ideias de quem pensa de maneira diferente.

As escolas adventistas contribuem com a sociedade fornecendo bons profissionais e alunos preparados para a concorrência em exames vestibulares e no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), haja vista que, nos últimos anos, o Colégio Adventista de Várzea Grande, onde a referida e discutida aula foi ministrada, tem se mantido em primeiro lugar no município entre as escolas cujos estudantes são submetidos à prova do ENEM.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Afasta de mim esse “cale-se”



 [Os signatários de uma carta de repúdio enviada à ABC não disseram, mas o alvo é o Dr. Marcos Eberlin, eminente cientista brasileiro e defensor do designinteligente e do criacionismo. Eberlin é doutor em Química pela Universidade Estadual de Campinas e pós-doutor no Laboratório Aston de Espectrometria de Massas da Universidade de Purdue, USA. É também membro da Academia Brasileira de Ciências e comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico. Recebeu o Prêmio Zeferino Vaz de Reconhecimento Acadêmico e o Prêmio Scopus-Capes de excelência em publicações e formação de pessoal. Orientou quase uma centena de mestres, doutores e pós-doutores e seu grupo de pesquisa conta hoje com cerca de 45 pesquisadores. Já publicou cerca de 500 artigos científicos com mais de 6.500 citações em áreas diversas da Química e Bioquímica, e Ciências dos Alimentos, Farmacêutica e dos Materiais. O texto abaixo é uma reposta dele publicada no blog do professor Chassot:]

“A TDI [Teoria do Design Inteligente], o que será que será? Será mesmo a TDI uma teoria baseada em conceitos obscurantistas, medievais e fundamentalistas, defendida por gente também assim? Será que a TDI apresenta mesmo conceitos religiosos pseudocientíficos sem fundamentação na razão e no conhecimento pleno, e em dados brutos, e em metodologia científica? Será? Será que a TDI é mesmo assim? Um ‘balaio de gato’, um ‘samba de crioulo doido’, um ‘disfarce de um baile de máscaras’, um ‘delírio efêmero criacionista’ forjado na loucura desesperada que em nós se instalou frente à constatação inquestionável da soberania absoluta da evolução darwinista.
Será?

“Será que seria sensato apresentar alternativa a uma teoria provada por A + B, por X + Y, por uma ‘avalanche de evidências’ matemáticas, físicas, químicas e bioquímicas sólidas, e que se baseia nas mais recentes descobertas científicas? Ir contra a gravidade, seria sensato? Por tantos e em tantos lugares, e gente de tantas áreas do conhecimento?

“Será que a ‘maior ideia de todos os tempos’ tem sido mesmo corroborada no registro fóssil, na descoberta das máquinas e motores moleculares, na descoberta do DNA e das histonas e seus múltiplos códigos, na descoberta dahomoquiralidade dos seres vivos, no intrincado entrelaçar de processos ‘hard-disk like’ com estrutura ‘top-down’ e da informação zipada, encriptada e aperiódica e funcional, e imaterial que governa a vida? A informação como o terceiro e mais fundamental elemento da Vida, corrobora a teoria ou a refuta? Seria assim loucura refutá-la? E será que Darwin hoje a defenderia? Apoiaria o ‘cale-se’?

“Será que a Vida se explica mesmo pela sopa primordial, pelo mundo do RNA, pelo LUCA e a ‘árvore da vida’ e pela ação refinadora da seleção natural sobre as mutações? Será viável mesmo ao nível molecular?

“Será? Será que a TDI se sustentaria sob o ataque muitas vezes virulento da nova geração dos ‘bulldogs de Darwin’, que a escrutinam e difamam já por décadas? Será?

“Será que tantos acadêmicos honestos, competentes e muitos de amplo prestígio, prontos a seguir os dados aonde quer que eles levem, e prontos a aceitar a evolução, se sustentada fosse ela na razão, arriscariam eles suas carreiras e reputação em uma aventura irracional ‘inteligentista’ contra o maior, mais fundamental e mais aguerridamente defendido paradigma científico da atualidade, sem o qual todo um ramo do conhecimento, a ‘biologia, não faria sentido’? Dariam suas ‘vidas’ por uma causa perdida?

“E será que teria que ser diferente? Será que não foi assim com Pasteur e com Copérnico? Será que vivemos hoje uma nova inquisição, desta vez secular? Será que cientistas têm mesmo o direito de apresentar ‘todas as evidencias cientificas’ como invocado por John Scopes, ou será que agora querem revogar a lei?

“E por que será que a Ciência, que é a ‘cultura da dúvida’, e a Academia, que é a ‘catedral do debate’, e os seus acadêmicos lançariam mão de ‘manifestos’ e ‘desvios de classificação’ [ou mesmo de denúncias ao MP] do que é ou não é Ciência, seguindo um filósofo da Ciência aqui e esquecendo um outro ali, para se blindar de ataques e desqualificar o oponente invocando ‘regras’, e esquecendo de debater suas teses? Será que ‘rotular para desclassificar’ é uma boa estratégia de debate científico? Será?

“Será? Que os que a criticam realmente conhecem a tese que criticam, leram seus livros, leram A CaixaPreta de Darwin, de Michael Behe, ou Signature in the Cell, de Stephen Meyer, best-sellers, ou a rejeitam a priorisimplesmente porque não gostam de suas implicações filosóficas e teológicas? Será que gosto é um bom critério científico, e será que cientistas teriam mesmo o direito de tê-lo?

“Ou será que somos pagos e assinamos o contrato para procurar a Verdade plena, e não aquela ‘verdade’ de que gostamos? Será que a ciência deveria partir de pressupostos e preconceitos e filtrar com eles suas conclusões? Uma Ciência pré-conceituosa? Ou será que antes de um direito, temos o dever, como cientistas, de deixar nossa subjetividade em casa e nos guiarmos exclusivamente pelas evidencias, doa a quem doer?

“Será? Será que tachar de ignorantes os que falam sem conhecimento ou qualificação científica, e depois de desonestos os que possuem esse conhecimento e qualificação, que dão voz a suas teses, demonstraria ser essa uma discussão meramente científica, ou será que nossas ideologias estão postas à mesa? Será que o que não gostamos é da TDI, ou de vermos alguém como nós a defendê-la?

“E será que a Vida, uma coleção de máquinas moleculares e de processos e ciclos intrincados e automatizados, regidos por moléculas e macromoléculas, muitas delas homoquirais, e por variadas e extensas redes de interações químicas intra, inter, super e supramoleculares, seria explicada somente por um ramo do saber científico, por comparação de seus códigos - eu e você parecidos com macacos, mas também com bananas? Ou teriam os químicos e bioquímicos um lugar à mesa?

“Será que uma teoria fraca e retrógrada assim como a TDI causaria tanto estrago, tanta indignação, tanto ‘afronto’? Tantos blogs a defendê-la, tantos livros, tantas palestras, tantos debates, tanta inquietação no Brasil e no mundo? E será que teorias científicas sólidas e cientistas de prestígio sabedores da solidez epistemológica de suas teorias se sentiriam tão ‘afrontados’ assim com uma teoria tão retrógrada assim, a ponto de ‘apelar’ para o cerceamento da palavra?

“E será que cientistas tem o direito de se sentir ‘afrontados’ quando suas teorias, ou melhor, as teorias que eles defendem, são confrontadas com argumentação científica e filosófica sobre a Ciência? Ou deveriam se sentir ainda mais motivados a defendê-la? Será que seria Freud que explicaria isso? Ou Thomas Kuhn?

“Acredito que você, sobretudo um racionalista de carteirinha, como eu também o sou, tem condições de avaliar e se posicionar quanto a esses ‘serás’, filtrando os comentários apaixonados e as injúrias e difamações, de ambos os lados, fazendo assim seu julgamento. Filtrando os ‘manifestos apaixonados’, por entender seu viés filosófico e teológico, e se guiando no único pressuposto científico: seguir os dados, seja aonde quer que nos levem! Essa é a nossa obrigação; o resto é gosto!

“E viva o debate, e viva o confronto de ideias e teorias! É esse debate livre que fez, faz e fará avançar a Ciência com C maiúsculo que eu e você nos propomos a fazer, e a respeitar integralmente.

“E que vença a melhor teoria, a que estiver seguindo os dados, e do lado da razão!

“E, Pai, ‘afasta de mim esse CALE-SE, de vinho tinto de sangue’!”

(Texto do Dr. Marcos Eberlin publicado no Blog do Mestre Chassot)


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Por que o darwinismo é falso (parte 1 de 3)


Jerry A. Coyne é professor no Departamento de Ecologia e Evolução na Universidade de Chicago. Em seu livro Why Evolution is True [Por que a Evolução é Verdadeira], ele resume assim o darwinismo – a teoria moderna da evolução: “A vida na Terra evoluiu gradualmente com uma espécie primitiva – talvez uma molécula autorreplicante – que viveu há mais de 3,5 bilhões de anos; e depois se ramificou ao longo do tempo, lançando muitas e novas espécies diversas; e o mecanismo para a maior parte da (mas não toda) mudança evolucionária é a seleção natural.”[1] 

Coyne explica mais adiante que a evolução “simplesmente significa que uma espécie sofre mudança genética ao longo do tempo. Isto é, ao longo de muitas gerações, uma espécie pode evoluir em algo bem diferente, e essas diferenças são baseadas em mudanças no DNA, que se originam como mutações. As espécies de animais e plantas vivendo hoje não estavam por aqui no passado, mas descendem daquelas que viveram muito antes”.[2] 

Segundo Coyne, contudo, “se a evolução significasse somente mudança genética gradual dentro de uma espécie, hoje nós teríamos somente uma espécie – um único descendente altamente evoluído da primeira espécie. Mas temos muitas espécies… Como que essa diversidade surgiu de uma forma ancestral?” Ela surge por causa da “divisão, ou, mais exatamente, da especiação”, que “simplesmente significa a evolução de grupos diferentes que não podem cruzar entre si”.[3] 

Se a teoria darwinista fosse verdadeira, “nós deveríamos ser capazes de encontrar alguns casos de especiação no registro fóssil, com uma linhagem de descendência se dividindo em duas ou mais. E nós deveríamos ser capazes de encontrar novas espécies se formando na natureza”. Além disso, “deveríamos ser capazes de encontrar exemplos de espécies que se conectariam com os principais grupos suspeitos de terem uma ancestralidade comum, como as aves com os répteis, e os peixes com os anfíbios”. Finalmente, existem fatos que “fazem sentido somente à luz da teoria da evolução”, mas não fazem sentido à luz da criação ou do design. Isso inclui “os padrões de distribuição das espécies sobre a superfície da Terra, as peculiaridades de como os organismos se desenvolvem de embriões, e a existência de características vestigiais que não são de nenhum uso aparente”. Coyne conclui sua introdução com a afirmação ousada de que “toda a evidência – tanto velha quanto nova – resulta inelutavelmente na conclusão de que a evolução é verdadeira”.[4] 

Claro, a “evolução” é inegavelmente verdadeira se ela simplesmente significar que as espécies existentes podem mudar de modos pequenos ao longo do tempo, ou que muitas espécies vivendo hoje não existiram no passado. Mas a asserção de Darwin de que todas as espécies são descendentes modificados de um ancestral comum, e a asserção de Coyne de que as mutações do DNA e a seleção natural produziram essas modificações, não são assim tão inegavelmente verdadeiras. Coyne devota o resto do seu livro a fornecer evidências para elas. 

Fósseis 

Coyne se volta primeiro para o registro fóssil. “Devemos ser capazes”, ele escreveu, “de encontrar alguma evidência para a mudança evolucionária no registro fóssil. As camadas rochosas mais profundas (e mais antigas) conteriam os fósseis de espécies mais primitivas, e alguns fósseis deveriam se tornar mais complexos à medida que as camadas rochosas se tornam mais jovens, com os organismos parecendo as atuais espécies encontradas nas camadas mais recentes. E nós devemos ser capazes de ver algumas espécies mudando ao longo do tempo, formando linhagens de ‘descendência com modificação’ (adaptação).” Em particular, “as espécies posteriores devem ter traços que as tornam parecidas com os descendentes de espécies mais antigas”.[5] 

Em seu livro A Origem das espécies, Charles Darwin reconheceu que o registro fóssil apresentava dificuldades para sua teoria. “Pela teoria da seleção natural”, ele escreveu, “todas as espécies vivas foram conectadas com as espécies progenitoras de cada gênero, por diferenças não maiores do que as que nós vemos entre as variedades naturais e domésticas das mesmas espécies no presente dia.” Assim, no passado, “o número de elos intermediários e transicionais, entre todas as espécies vivas e extintas, deve ser inconcebivelmente grande”. Mas Darwin sabia que os principais grupos de animais – que os biólogos modernos chamam de “filo” – apareceram plenamente formados no que eram na ocasião as mais antigas rochas fossilíferas conhecidas, depositados durante um período geológico conhecido como o Cambriano. Ele considerava isso uma dificuldade “séria” para sua teoria, pois “se a teoria for verdadeira, é incontestável que antes de o estrato inferior do Cambriano ser depositado decorreram longos períodos… e que durante esses vastos períodos o mundo foi enxameado com criaturas vivas”. E quanto “à pergunta de por que não achamos ricos depósitos fossilíferos pertencentes a esses períodos tidos como mais antigos anteriores ao sistema Cambriano, eu não posso dar nenhuma resposta satisfatória”. Desse modo, “o caso no presente momento deve permanecer inexplicável; e pode ser verdadeiramente levantado como um argumento válido contra os pontos de vista aqui considerados”.[6] 

Darwin defendeu sua teoria citando a imperfeição do registro geológico. Em particular, ele argumentou que os fósseis pré-cambrianos teriam sido destruídos pelo calor, pressão e erosão. Alguns dos seguidores modernos de Darwin têm argumentado dessa maneira que os fósseis pré-cambrianos existiram, mas foram destruídos mais tarde, ou que os organismos pré-cambrianos eram pequenos demais ou moles demais para serem fossilizados em primeiro lugar. Todavia, desde 1859, os paleontólogos têm descoberto muitos fósseis pré-cambrianos, muitos deles microscópicos ou de corpo mole. Como o paleontólogo Americano William Schopf escreveu em 1994, “a noção há muito tempo defendida de que os organismos pré-cambrianos deveriam ter sido pequenos demais ou delicados demais para terem sidos preservados em materiais geológicos… [é] agora reconhecida como incorreta”. Se isso significar alguma coisa, o surgimento abrupto dos principais filos de animais há cerca de 540 milhões de anos – que os biólogos modernos chamam de “Explosão Cambriana” ou o “Big Bang da biologia” – é muito mais bem documentado agora do que no tempo de Darwin. De acordo com o paleontólogo de Berkeley, James Valentine, e seus colegas, a “explosão é real, ela é grande demais para ser mascarada por falhas no registro fóssil”. Na verdade, quanto mais fósseis são descobertos, se torna claro que a explosão cambriana foi “ainda mais abrupta e extensiva do que antes imaginado”.[7] 

E o que o livro de Coyne tem a dizer sobre isso? 

“Cerca de 600 milhões de anos atrás”, Coyne escreveu, “toda uma gama de organismos relativamente simples, mas multicelulares, surgiu, inclusive minhocas, medusas e esponjas. Esses grupos se diversificaram ao longo dos milhões de anos seguintes, com as plantas terrestres e os tetrápodes (animais de quatro patas, os mais antigos deles foram os peixes com nadadeiras lobadas) surgindo cerca de 400 milhões de anos atrás.”[8] 

Em outras palavras, o relato de Coyne da história evolucionária salta de 600 para 400 milhões de anos atrás, sem mencionar a explosão cambriana de 540 milhões de anos. Nesse sentido, o livro de Coyne é como um livro-texto moderno de Biologia que foi escrito para doutrinar os estudantes na evolução darwinista, em lugar de lhes fornecer os fatos. 

Coyne prossegue discutindo diversas formas “transicionais”. “Um de nossos melhores exemplos de uma transição evolucionária”, ele escreveu, é o registro fóssil das baleias, “pois temos uma série de fósseis cronologicamente ordenada, talvez uma linhagem de ancestrais e descendentes, mostrando seu movimento da terra para a água.”[9] 

“A sequência começa”, Coyne escreveu, “com um fóssil recentemente descoberto de um parente próximo das baleias, um animal do tamanho de um guaxinim chamado Indohyus. Vivendo há 48 milhões de anos, o Indohyus foi… provavelmente muito próximo do que parecia o ancestral da baleia.” No parágrafo seguinte, Coyne escreveu: “O Indohyus não foi o ancestral da baleia, mas quase com certeza foi seu primo. Mas se recuarmos mais quatro milhões de anos, para 52 milhões de anos atrás, vemos o que pode muito bem ser aquele ancestral. É um crânio fóssil de uma criatura do tamanho de um lobo chamada Pakicetus, que se parece muito mais com uma baleia do que o Indohyus.” Na página que separa esses dois parágrafos, há uma figura intitulada “Formas transicionais na evolução das baleias modernas”, que mostra o Indohyus como o primeiro da série e o Pakicetus como o segundo.[10] 

Mas o Pakicetus – como Coyne acabou de nos dizer – é quatro milhões de anos mais velho do que o Indohyus. Para um darwinista, isso não importa: Pakicetus é “muito mais parecido com uma baleia” do que o Indohyus, por isso deve ficar entre o Indohyus e as baleias modernas, apesar da evidência fóssil. 

(Coyne usa o mesmo truque com os fosseis que, supostamente, são ancestrais das aves modernas. O Archaeopteryx, o ícone dos livros didáticos, com suas asas com penas como uma ave moderna, mas dentes e cauda como os de um réptil, é datado em 145 milhões de anos. Mas o que Coyne chama de “fósseis de dinossauros não voadores com penas” – que deveriam ter vindo antes do Archaeopteryx – são milhões de anos mais novos. Como os cientistas darwinistas Kevin Padian e Luis Chiappe oneze anos antes, Coyne simplesmente reorganiza a evidência para encaixar a teoria darwinista.)[11] 

Chega da predição de Coyne que “as espécies posteriores deveriam ter características que as fizessem parecer com os descendentes de espécies anteriores”. E chega também com o seu argumento de que “se a evolução não fosse verdadeira, os fósseis não ocorreriam numa ordem que faz sentido em termos evolucionários”. Ignorando os fatos que ele mesmo acabou de apresentar, Coyne conclui descaradamente: “Quando encontramos as formas transicionais, elas ocorrem no registro fóssil exatamente onde deveriam ocorrer.” Se o livro de Coyne fosse feito filme, essa cena deveria mostrar a frase de Chico Marx: “Em quem você vai acreditar, em mim ou nos seus próprios olhos?”[12] 

Há outro problema com a série de fósseis de baleia (e com todas as demais séries de fósseis) que Coyne deixou de abordar: nenhuma espécie na série poderia, possivelmente, ser o ancestral de qualquer outra, porque todas elas possuem características que elas primeiro teriam que perder antes de evoluir numa forma subsequente. É por isso que a literatura científica, tipicamente, mostra cada espécie ramificando de uma suposta linhagem. 

Na figura abaixo, todas as linhagens são hipotéticas. O diagrama à esquerda é uma representação da teoria evolucionária: a espécie A é ancestral de B, que é ancestral de C, que é ancestral de D, que é ancestral de E. Mas o diagrama à direita é uma representação melhor da evidência: as espécies A, B, C e D não estão na linhagem real que resulta na espécie E, que permanece desconhecida. 


 Acontece que nenhuma série de fósseis pode fornecer evidência para a descendência darwinista com modificação. Até mesmo no caso de espécies vivas, os restos enterrados não podem, geralmente, ser usados para estabelecer relações de ancestrais-descendentes. Imagine encontrar dois esqueletos humanos na mesma cova, um trinta anos mais velho do que o outro. O indivíduo mais velho era pai do mais novo? Sem registros genealógicos escritos e marcas de identificação (ou em alguns casos o DNA), é impossível responder à questão. E nesse caso estaríamos lidando com dois esqueletos da mesma espécie que estão distantes apenas uma geração e na mesma localidade. Com fósseis de espécies diferentes que agora estão extintas, e bem separadas no tempo e no espaço, não há como se estabelecer que um é o ancestral do outro – não importa quantos fósseis transicionais encontremos. 

Em 1978, Gareth Nelson, do Museu Americano de História Natural, escreveu: “A ideia que alguém possa ir ao registro fóssil e esperar recuperar empiricamente uma sequência ancestral-descendente, seja de espécies, gênero, famílias, ou seja o que for, tem sido, e continua sendo, uma ilusão perniciosa.”[13] Henry Gee, escritor de ciência da Nature, escreveu em 1999 que “nenhum fóssil é enterrado com sua certidão de nascimento”. Quando chamamos novas descobertas de fósseis de “elos perdidos”, é como “se a corrente de ancestralidade e descendência fosse um objeto real para nossa contemplação, e não o que realmente é: uma invenção completamente humana criada após o fato, modelada da acordo com os preconceitos humanos”. Gee concluiu: “Pegar uma série de fósseis e afirmar que ela representa uma linhagem não é uma hipótese científica que possa ser testada, mas uma afirmativa que carrega a mesma validade de uma história para dormir – entretém, talvez até seja instrutiva, mas não é científica.”[14] 

(Dr. Jonathan Wells, Discovery Institute, 18/5/2009; via Desafiando a Nomenklatura Científica

El Amor Toma Tiempo - 1ra pelicula de 8 Love Comes Softly

segunda-feira, 23 de abril de 2012

sábado, 21 de abril de 2012

Data Center do governo dos EUA coleta dados de tudo o que você faz na internet

O novo complexo da NSA, que promete espionar tudo o que pessoas comuns fazem, levanta a pergunta: a Skynet está entre nós?

Na série o Exterminador do Futuro, a maior ameaça não eram os poderosos ciborgues enviados para matar John Connor, mas uma entidade maior, que controlava uma rede de robôs e alimentava uma guerra contra os humanos: a Skynet. No filme, o software criado no fim do século XX é capaz de controlar todo o sistema de defesa dos EUA que, eventualmente, se rebelou contra seus criadores e usa todo o conhecimento e estrutura fornecidos pelos americanos para tentar aniquilar a espécie.

Agora, especialistas do mundo todo se perguntam se uma Skynet do mundo real está sendo criada no meio do Deserto de Utah. É que a NSA (Agência Nacional de Segurança) dos Estados Unidos está erguendo uma enorme estrutura por lá, que promete coletar e armazenar dados de organizações, governos e até de você, um cidadão comum.

Que dados? Todos. Compras feitas com cartão, ligações, emails, sites acessados, livros que você está lendo... ou seja: tudo o que você faz, compra e consome. Com novas tecnologias e técnicas avançadas de criptografia, o Utah Data Center poderá acessar informações de qualquer um ou qualquer coisa que tenha acesso à comunicação via satélite.

Guerra ao terrorismo

O UDC é parte do programa “Total Information Awarenewss”, criado no governo Bush, que desde o ataque ao World Trade Center já gastou dezenas de milhões de dólares em medidas contra o terrorismo. Só este enorme centro no meio do deserto irá custar 2 bilhões de dólares.

O preço astronômico se deve ao fato de que o UDC será uma estrutura autônoma, o que quer dizer que ele será capaz de gerar sua própria eletricidade, com uma subestação localizada na estrutura. Além disso, ele poderá armazenar água e alimentos suficientes para manter sua equipe por até três dias.

Todos os equipamentos e serviços que existirão por lá fazem com que o tamanho necessário para que o edifício cumpra seus propósitos seja gigantesco: mais de 65mil metros quadrados, que deverão estar construídos e devidamente ocupados até setembro de 2013.

Para você ter uma ideia do tipo de máquina que o UCD irá abrigar, a meta é que elas sejam capazes de armazenar dados em Yottabytes (10 à 24 potência) – uma unidade tão grande que ainda não nomeamos o que vem depois dela.

Toda essa capacidade é necessária porque, além de receber, analisar e armazenar dados de toda a web, é esperado que o UDC possa fazer isso em uma escala muito maior do que se ele estivesse funcionando hoje, já que a quantidade de internautas irá crescer muito nos próximos anos. Segundo um relatório da Cisco, por exemplo, em 2015 teremos quatro vezes mais pessoas com acesso à internet do que em 2010.

Para “processar” toda essa informação, uma empresa chamada Narus criou um software capaz de examinar 10 gigabytes por segundo e, então, copiar automaticamente qualquer comunicação suspeita.

Você será investigado – saiba como

Depois que o centro coleta, analisa e separa todos os dados, o “Data Mining” começa – um conjunto de programas juntará o que a NSA julga interessante automaticamente e criará padrões, que podem prever como você se comporta. Parece absurdo? Saiba que o Data Mining já está sendo usado por agências de pesquisa hoje, embora com uma quantidade bem menor de dados.

Por exemplo, a PUCRJ descobriu recentemente, usando a técnica, que mulheres que trabalhavam, quando aprovadas em seu vestibular com notas boas, dificilmente fariam a matrícula. Isso porque provavelmente passaram em uma universidade pública e o fato de elas trabalharem indica que terão preferência pela educação gratuita.

O exemplo é simples, mas dá para imaginar que tipo de padrões podem ser traçados com eles quando você coleta dados de um país inteiro – ou do mundo inteiro. O que a maioria das mulheres compra quando está de TPM? A NSA vai saber através de suas contas. Onde os muçulmanos de uma cidade vão estar na quinta feira? A NSA tem todos os emails e recibos de estacionamento para traçar um padrão de comportamento. Para quem você vai ligar para contar todas as fofocas da balada do último sábado? A NSA sabe – e também vai ficar por dentro de todos os bafos.

De acordo com o escritório de Relações Públicas da NSA, a organização não irá espionar a vida de americanos civis – quanto mais de civis do resto do mundo. E, em uma sessão no congresso americano sobre o assunto, realizada em março, o diretor geral da NSA, Keith Alexander, confirmou a declaração dizendo que não há interesse em fuçar a vida de gente comum. “Apenas nos preocupamos com a cybersegurança da população”, declarou. Resta saber o que será considerado uma ameaça à segurança da população.

Fonte - Revista Galileu


(Diariodaprofecia.blog)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Homem-Aranha faz pacto com o demônio



 Desde que fiz pesquisas para escrever o livro Nos Bastidores da Mídia (cuja primeira edição foi publicada em 2005), tenho acompanhado com muito interesse os desdobramentos da luta entre o bem e o mal, na imprensa e nas produções de entretenimento. A intensificação do engano (o que chamo no livro de a “tríade filosófica do mal”) é notória e o inimigo de Deus cada vez mais coloca suas garras de fora. Na literatura, personagens que antes lidavam com bruxaria e vampirismo (contribuindo para divulgar esses conteúdos satanistas) agora são anjos caídos com uma causa “justa” e “defensável”, como na série “Fallen”. No cinema, a explosão de produções espíritas e ocultistas fala por si mesma. E nos quadrinhos a coisa não é diferente.

Em 1992, o Superman morreu para, depois, ressuscitar (não sem antes os autores das histórias explorarem a “vida após a morte” do personagem). O personagem Spawn é um agente da CIA que morre, vai para o inferno, faz um acordo com o diabo e volta cheio de poderes para combater o crime (mais ou menos como o Motoqueiro Fantasma)! A Supergirl também teve sua experiência com o capeta. Na introdução da saga “Os últimos dias” (2003), é dito: “Aproveitando-se da falta de fé de Linda [Danvers], um demônio chamado Buzz tentou seduzi-la a ingressar num culto satânico, com o único objetivo de sacrificá-la para conjurar uma entidade conhecida como Lorde Chakat.” Anos depois, foi a vez do Homem-Aranha meter-se com satanismo e fazer, ele também, um pacto com o diabo!

Em novembro de 2007 (novembro de 2008, no Brasil), a Marvel decidiu mudar tudo na “vida” do escalador de paredes, com a história “Um Dia a Mais”. E quem ela recrutou para fazer isso? O demônio Mefisto. Com sua tia idosa baleada e à beira da morte, Peter Parker (o alter ego do Homem-Aranha) resolveu recorrer ao maligno em busca de cura. Após o pacto com Mefisto, toda a “realidade” foi modificada e fatos importantes da vida do herói mascarado foram completamente alterados. Exemplo: o casamento de Peter com Mary Jane nunca aconteceu (e isso foi parte do preço pago ao diabo), a tia dele não morreu (aqui o maligno cumpriu sua parte no trato), a identidade do Aranha (revelada na saga “Guerra Civil”) não mais é conhecida por todos, etc. A ideia dos criadores das histórias do Homem-Aranha foi reformular e simplificar o universo do personagem – para vender mais gibis, evidentemente. Mas apelando ao demônio?


Isso é coisa que um herói faça? Para salvar a tia já bem adiantada em anos, abre mão de sua amada, de seu casamento e de seu mundo! Em troca de mais alguns anos de vida para a tia, Peter Parker se vende ao diabo e deixa, com essa história, a sugestão de que o inimigo é todo-poderoso, capaz não apenas de conceder vida a quem está à beira da morte, mas também de mudar toda a realidade.

Alguma dúvida sobre quem está inspirando essas produções? Alguma dúvida sobre quem tem grande interesse em tornar o grande conflito historinha pra nerd dormir? Aos poucos e por meio das mais variadas produções midiáticas, o inimigo de Deus vai popularizando (ou banalizando) sua causa. Quem não for atraído por ela ou com ele se identificar vai, no mínimo, considerá-la brincadeira de criança. De uma ou de outra forma, Satanás acaba na vantagem.

Deus nos livre de tudo isso!

Michelson Borges

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Biblia The Word




  • Versões da Bíblia em português, Bíblia Viva, Massorética Literal e Católica. Outros idiomas: Bíblia Hebraica (Velho Testamento) e Grega (Novo Testamento).
  • Dicionários: Português Michaelis, Bíblico de Almeida, Jesus e os Evangelhos e Nomes bíblicos.
  • Comentários: Mathew Henry (Novo Testamento), Diário Viver e Notas da Bíblia Rainha Valéria.
  • Referências: Referências Padrão e Dezenas de Milhares de Referências Treasury of Scripture Knowledge (inglês).
  • Mapas, Cronologia, Pesos e Medidas, Índice Temático (Estrutura Bíblica), Centenas de Ilustrações para Sermões, etc.
  • Já vem com recursos de Pesquisa Bíblica por palavras chave, Comparação entre versões, espaço para criar seus próprios estudos, etc. 

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Biblioteca Cristina Adventista 2011

(Click para agrandar) BCA 2011 Incluye una amplia librería electrónica de estudio Adventista.
- Diccionario Biblico Adventista
- Biblia Reina Valera
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- Comentario bíblico Adventista

Sirve para Windows 7 y versiones anteriores

Dercargar: BCA 2011

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Criado implante para substituir válvulas das veias

Cientistas alemães estão desenvolvendo uma prótese para as válvulas das veias. Ao contrário das válvulas cardíacas, que, quando dão defeito, são rotineiramente substituídas por implantes, quando as válvulas das veias dão problema, o único tratamento disponível é via medicação, nem sempre com os resultados esperados. Se você não sabia que veias têm válvulas, basta se perguntar por que é que o sangue não se acumula nas pernas, puxado pela gravidade. Na verdade, às vezes ele se acumula, provocando edemas e até úlceras, um mal que acomete duas vezes mais as mulheres dos que homens. Para ajudar o coração, as veias possuem válvulas que se fecham após cada pulsação. Assim, nas veias das pernas, por exemplo, a válvula se fecha e evita que o sangue que acaba de ser bombeado pelo coração desça novamente, puxado pela gravidade. No próximo batimento, ele sobe um pouco mais, parando na próxima válvula, e assim por diante. 

O problema é quando as válvulas venosas deixam de funcionar, gerando a chamada deficiência venosa crônica. O Dr. Oliver Schwarz e seus colegas do Instituto Fraunhofer criaram o primeiro protótipo de um implante que, depois dos testes clínicos necessários, poderá se tornar uma alternativa definitiva para as “veias fracas”. Imitar a membrana natural foi possível graças a um equipamento inovador, um aspersor 3D, que permite a criação de estruturas plásticas em formato livre. É uma espécie de impressão 3D mais avançada, uma vez que as camadas não precisam ser aplicadas sobre uma base plana, permitindo criar estruturas extremamente complexas e muito precisas. 

“A tecnologia de distribuição de gotas 3D é uma técnica de fabricação aditiva que permite que geometrias tridimensionais sejam criadas camada por camada usando um polímero”, resume o Dr. Schwarz. 

O polímero usado é o policarbonato-uretano (PCU), um plástico particularmente forte, mas flexível, e que se liga facilmente aos tecidos circundantes. Como a impressão 3D de formato livre permite a criação de películas muito finas, o material se mostrou o substituto ideal para as válvulas das veias. Isso depois que os engenheiros aprimoraram a “impressão”, que, para funcionar como as válvulas biológicas, precisa de nada menos do que seis camadas com diferentes graus de elasticidade e dureza - e sem nenhuma “costura”, ou seja, com um material aparentemente homogêneo. 

Quando aprovados pelas autoridades de saúde, os implantes venosos poderão ser inseridos nas veias dos pacientes por catéteres. 


(Inovação Tecnológica)
(Criacionismo.blog)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Anticâncer -- Uma nova maneira de viver


David Servan-Schreiber tem 49 anos e formou-se em Neuropsiquiatria pela Universidade de Pittsburgh, nos EUA. Aos 31 anos, soube que tinha um tumor maligno no cérebro. Mas ainda cá está e diz-se de óptima saúde. Sorte? Nada disso! 

A luta de Servan-Schreiber contra a doença mortal com a qual convive há 18 anos levou-o a tentar desemaranhar o novelo dos inúmeros estudos científicos sobre o cancro e a tentar dar-lhe sentido, para perceber o que torna umas pessoas mais resistentes ao cancro do que outras. As suas respostas estão no livro "Anticâncer -- Uma nova maneira de viver". Servan-Schreiber é um divulgador espectacular e convincente. Mas há ainda muita coisa por demonstrar cientificamente nas suas ideias. Até agora, tudo o que afirma baseia-se em estudos epidemiológicos ou em experiências in vitro e em animais. Mas argumenta que as mudanças de estilo de vida que preconiza não podem fazer mal nenhum -- e que, se funcionarem, mais vale começar a aplicá-las já do que esperar. 

 Antes de escrever o livro receou que a sua abordagem desse falsas esperanças a outros doentes com cancer. Mas percebeu que o que acontece é que eles vivem numa situação de "falso desespero", porque sentem que não têm qualquer controlo sobre a sua doença e a sua vida, e decidiu transmitir-lhes as suas "mensagens de verdadeira esperança". Como um verdadeiro guru.



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