domingo, 19 de agosto de 2012

Falta evidência para a transição Australopithecus/Homo

“Das diversas transições que ocorreram [sic] durante a evolução humana, a transição de Australopithecus para Homo foi, sem dúvida, uma das mais críticas em sua magnitude e consequências. Como muitos eventos evolucionários importantes, há tanto boas como más notícias. Primeiro, as más notícias é que muitos detalhes dessa transição são obscuros por causa da escassez dos registros fósseis e arqueológicos.” As boas-novas são que, “embora não tenhamos os muitos detalhes exatamente como, quando e onde a transição ocorreu de Australopithecus para Homo, temos dados suficientes de antes e depois da transição a fim de fazer algumas inferências sobre a natureza geral das principais mudanças que ocorreram” (Lieberman, Pilbeam, and Wrangham, “The Transition from Australopithecus to Homo”, p. 1 [fonte]).
Deve ser por isso (também) que Ernst Mayr admitiu: “Os mais antigos fósseis de Homo, Homo rudolfensis e Homo erectus estão separados do Australopithecus por uma imensa lacuna sem ligação. Como podemos explicar essa aparente saltação? Não tendo fósseis que possam servir como elos perdidos, temos que recorrer ao método da ciência histórica honrado pelo tempo, a construção de uma narrativa histórica” (Ernst Mayr, What Makes Biology Unique?: Considerations on the Autonomy of a Scientific Discipline[Cambridge: Cambridge University Press, 2004], 198).
Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Mas a teoria da evolução não tinha sido a maior ideia que toda a humanidade já teve? Como assim depender de narrativa histórica? Ainda bem que Ernst Mayr era um evolucionista honesto... Diferentemente de alguns aqui. Eles sabem de quem eu estou falando...”
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