domingo, 6 de janeiro de 2013

Cinquenta Tons de Cinza – Pedofilia Escondida às Claras?


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Este post que segue foi retirado do site the ulsterman report , contendo uma carta enviada por uma leitora, que traz à luz certos sinais que mostrariam a possibilidade de que o livro (e futuro filme) “Cinquenta Tons de Cinza” seria na verdade uma história de abuso sexual de uma criança, uma apologia a pedofilia. Leiam e tirem suas próprias conclusões.

50 Tons de Cinza – Pedofilia Escondida a Plena Vista.
O fenômeno 50 Tons de Cinza, um livro que se tornou tão popular entre as mulheres que alguns estão se referindo a ele como “Pornô para as mamães” para as massas. Essa descrição é realmente muito mais preocupante do que a maioria das pessoas pensam.
Sim, Cinquenta Tons de Cinza é pornografia. O tema subjacente a 50 Tons é algo muito mais sinistro e aterrador do que sua mera pornografia ordinária. É pedofilia. É pornografia infantil.
Agora eu sei que depois de dizer isto, muitos fãs do sexo feminino de 50 Tons de Cinza, muitas delas mães, naturalmente, se colocarão em defesa contra esse tipo de descrição. Estas mulheres, sendo mães, são naturalmente protetoras das crianças. Pessoas como Jerry Sandusky (ex-treinador de futebol americano condenado por abusar de quase 50 crianças) são vistos com ódio, repulsa e nojo. Merecidamente. Que mãe iria querer perdoar qualquer coisa que tenha a ver com o abuso sexual de crianças? De inocentes?
Mas isso é exatamente o que é “Cinquenta Tons de Cinza”. É a história de uma menina sendo molestada sexualmente, seguidamente, por uma figura masculina autoritária, controladora. É o cenário de abuso clássico. E as mães estão, em alguns casos, entrando na onda, o que leva a repugnância desse fenômeno a um outro nível ainda mais assustador.
Assim, tendo dito isto, e eu espero não ter perdido nenhum(a) de vocês ainda. Devo-lhe uma explicação depois de ter feito esse tipo de acusação sobre um livro que alguns(mas) de vocês podem estar lendo agora. 

Vou começar com uma introdução.

Minha experiência profissional é centrada em quase 20 anos com serviços de proteção às crianças. Durante esse tempo, eu já vi situações que me deixam, literalmente, acordada à noite. A quantidade de abuso infantil que está acontecendo em nossa sociedade, a sexualização das nossas crianças… Basicamente, o que você ouve falar, o que é relatado nas notícias, é apenas uma pequena amostra do enorme problema e dos atos repugnantes que estão acontecendo todos os dias. As crianças estão sendo violadas. As crianças estão sendo abusadas. A cada dia. Repetidamente.
Eu não procurei 50 Tons de Cinza. Foi trazido a minha atenção por uma amiga de longa data que também é psicóloga clínica em uma universidade. Ela é um pouco mais velha do que eu. Ela cresceu na era da contra-cultura e fez o seu quinhão de experimentação de todos os tipos. Então, ela é dificilmente uma puritana. Ela hoje é mãe e avó. E ela é inteligente. Uma das coisas que a fascina é esta época de fenômenos culturais. E de como, devido à tecnologia, as coisas agora se espalham tão rapidamente por toda a sociedade, e tornam-se o assunto do momento, em um ritmo cada vez mais rápido. Ela diz que, por vezes, este fenômeno é bastante inofensivo, e outras vezes pode ser muito prejudicial para as crianças e/ou adultos que começam a imitar algo por uma necessidade de pertencer à “próxima sensação do momento”.
A reação dela ao livro “Cinquenta Tons de Cinza” foi muito mais agressiva do que qualquer coisa negativa que eu possa lembrar dela falando antes. Esta reação surgiu porque eu mencionei para ela assim do nada. Eu tinha visto algumas menções do livro nas notícias, e sabendo do seu interesse sobre as tendências culturais, perguntei a ela sobre o assunto. Ela parou de falar, olhou para mim e disse que o livro era sobre pedofilia. E foi ela que, em seguida, conectou à tragédia envolvendo Sandusky onde tantos meninos tinham sido abusados sexualmente. Sandusky cometeu seus atos de criminalidade sob o pretexto de ajudar a juventude. Foi assim que ele ganhou acesso a estas crianças. Minha amiga disse que “Cinquenta Tons de Cinza” era basicamente a mesma coisa. Seu disfarce era uma história de uma jovem mulher envolvida em uma relação sexual com um homem mais velho.
O problema para ela, e isso era um GRANDE PROBLEMA, é que a narradora da história era, na verdade, uma garota menor de idade. Minha amiga indicou, com base no uso da linguagem da narração, que esta menina tinha provavelmente não mais do que 12 ou 13 anos de idade. Fiz menção de que a menina da história estava na verdade se preparando para se formar na faculdade. Minha amiga, uma mulher com anos de experiência como psicóloga clínica, cujos conhecimentos que eu tinha testemunhado pessoalmente várias vezes ao longo dos anos, balançou a cabeça e me disse que ela não seria capaz de me convencer, simplesmente falando sobre isso. Ela disse que eu deveria ler o livro, mas fazê-lo com os olhos de alguém cujo trabalho tivesse sido por muitos anos tentar proteger as crianças. Como alguém que tem visto mais e mais os sinais de abuso, e os danos do abuso. Porque há sempre sinais de advertência. Eu sei disso. Quantas vezes eu ouvi as pessoas horrorizadas dizendo “Eu não posso acreditar que eu não vi isso!”, “Como que eu não me liguei nisso?” Ou, pior ainda, “eu sabia que algo não estava certo, mas eu não queria acreditar que eles eram capazes de fazer algo assim.”
Vou tentar resumir as palavras de minha amiga neste momento o melhor que posso.
“Predadores sexuais são enganadores. Eles quase sempre têm um disfarce. É este disfarce que lhes dá o acesso às crianças. “Cinquenta Tons de Cinza” é um engodo. Ela agora tem acesso a milhões de leitores. É uma história sobre o abuso do começo ao fim. E não é apenas o abuso de um homem e uma mulher – é o abuso de um homem e uma menina.
Quando você ler, procure pelos sinais. Eles estão todos lá.
A personagem feminina não tem nenhuma experiência sexual. Nenhuma. A ela é dada a idade de 21 anos, mas esta idade é em si mesma um disfarce. Sua verdadeira idade emocional é muito, muito mais jovem. 
Mas saindo do fato de que a menina não teve nenhuma experiência sexual. Agora preste atenção a narrativa de seu diálogo. Ouça realmente como ela fala. Mais uma vez, ela não está falando como uma jovem mulher, ela está falando como uma menina. Ela fala sobre dar estrelas (pirueta) e pular corda, repetidamente, esta é a linguagem e as imagens de uma menina.
Depois que essa menina tem sua inocência tirado dela. O agressor, o homem mais velho, faz com que ela pense que esta é a sua própria escolha. Mais uma vez, você e eu sabemos que esta é uma das principais ferramentas do pedófilo. Eles criam um ambiente em que a criança sente que é a sua própria idéia. É o que eles querem. Mas o que acontece depois que a inocência é tirada? Em seguida, o agressor torna-se mais abertamente abusivo. Controlador. Nesta história ele diz a menina como falar. O que vestir. O que comer. Ele é o papai e ela é filha. Quando você ler isso leia como uma mãe que também é uma mulher que tem experiência com a tragédia da vida real de abuso.
E há muitos temas mais sobre esse abuso neste livro. Há palmadas e o uso de óleo de bebé. Por que o óleo de bebê? Pense sobre isso. A menina usa tranças. Ela reclama que ele a trata como uma criança. Ele diz que ela age como uma criança. Há mesmo uma cena em que o agressor cria uma situação para tomar a inocência dela novamente. 
Ela passou a dizer que agora há mulheres defendendo o livro, e ela entende isso, mas isto a preocupa. E a preocupa muito, porque ela está absolutamente convencida de que o livro está propositadamente defendendo o estupro de uma criança e tenta fazer desta atrocidade algo normal.
Então, deixei aquela conversa pensando que talvez minha amiga estivesse exagerando. Eu tive dificuldade em acreditar que algo tão popular poderia realmente ter um tema tão sinistro e revoltante, e ao mesmo tempo que eu respeitava a sua perícia e experiência, pensei que dessa vez ela tinha de estar vendo algo que simplesmente não estava lá.
Eu peguei o livro, sentei-me, e eu o li.

A primeira coisa que me surpreendeu foi o quão pobremente estava escrito. Não era apenas ruim. Era horrível. Mas escrita ruim não é um crime horrível, e não torna o conteúdo da história perverso. Mas, na minha leitura do mesmo, assim como minha amiga disse, o tema de abuso infantil, de pedofilia, estava ali à vista de todos. Lembro-me de terem me dito há muito tempo que algumas vezes a melhor forma de se esconder alguma coisa é deixar à vista. Isso é o que 50 Tons de Cinza está realmente fazendo.

O personagem principal não tinha nenhuma experiência sexual. Nenhuma. Ela era uma inocente. Ela era uma garota que tinha acabado de tomar sua primeira bebida com álcool. De forma alguma aquilo foi um acidente pelo autor. O autor tinha que ter propositalmente feito ela uma menina, apesar de sua idade dada de 21. Nesse ponto, isto me pareceu estranho. No meu campo (de abuso infantil), nós chamamos isto de um sinal de aviso. Um sinal que pode ser um problema sério.
De lá, assim como o minha amiga havia me avisado, ficou pior. Muito pior. E ela estava certa a respeito que me contando sobre este assunto não teria o impacto do que eu ler com os olhos abertos. Ela tinha me dito os sinais para eu procurar, e enquanto eu virava as páginas, esses sinais confirmavam repetidamente.
A narrativa, que é a voz da menina conversando com o leitor, era a voz de uma menina. É inconfundível. Há muito pouca maturidade emocional e absolutamente nenhuma maturidade sexual. Ela é seduzida por este homem da mesma forma que um pedófilo seduz uma criança. O personagem masculino é como Jerry Sandusky. Ele faz um show de seu dinheiro, seu poder, as coisas que ele pode comprar para ela, mas enquanto isso está acontecendo, estamos lendo os pensamentos de uma criança. Estamos lendo a sedução de uma menina por um pedófilo. Ela é quase completamente impotente. Ela é ingênua até mesmo para uma adolescente, e certamente muito mais ingênua do que um estudante universitária. Ela é incapaz de sequer tomar as mais simples das decisões do dia-a-dia e deve ser dita o que fazer por seu agressor, e este por sua vez gasta muito tempo e esforço convencendo esta criança de que isso é realmente o que ela quer. Eu já vi isso antes. Com muita freqüência. Muitas vezes. E isso sempre me deixa enojada.
Estamos lendo pornografia infantil. Remove a idade falsa da menina, que não tem base na realidade, e o que estamos realmente a ler é o abuso de uma pequena menina.
A personagem principal é descrita com tranças, palavras dadas como “Holy Cow” (santa vaca, expressão de surpresa nos EUA), “lá embaixo” (falando das partes sexuais), ela não sabe operar um computador (mas é, supostamente, uma graduada na faculdade), descreve pula-corda e fazendo piruetas, repetidamente diz que fazem ela se sentir como uma criança, tem o seu amigo imaginário (deusa interior), sente vergonha, é espancada e banhada em óleo de bebê, é dita o que dizer, o que comer, o que fazer, até que finalmente e, infelizmente, tão previsivelmente, é fisicamente agredida. (Mas ela retorna para ele, logo depois, o que é, novamente, um tema muito comum de abuso, incluindo a pedofilia).
Agora eu sei que depois de dizer isto, muitos fãs 50 Tons de Cinza, muitas delas mães, naturalmente, se colocarão em defesa contra esse tipo de descrição. Estas mulheres, sendo mães, são naturalmente protetoras das crianças. Pessoas como Jerry Sandusky (ex-treinador de futebol americano condenado por abusar de quase 50 crianças) são vistos com ódio, repulsa e nojo. Merecidamente. Que mãe iria querer perdoar qualquer coisa que tenha a ver com o abuso sexual de crianças? De inocentes?
Mas isso é exatamente o que é “Cinquenta Tons de Cinza”. É a história de uma menina sendo molestada sexualmente, seguidamente, por uma figura masculina autoritária, controladora. É o cenário de abuso clássico. E as mães estão, em alguns casos, entrando na onda, o que leva a repugnância desse fenômeno a um outro nível ainda mais assustador.
E além de todas essas evidências, há o fato de que o personagem masculino é ele próprio um produto do abuso sexual nas mãos de um pedófilo. A menina cujos pensamentos ouvimos a medida em que é abusada, reconhece este aspecto do agressor do sexo masculino, mas aparentemente é muito ingênua ou não querer perceber que ela continua esse ciclo de abuso de si mesma. (Que novamente reforça a idéia de que ela é realmente ela própria apenas uma criança). Não há como o autor fazer isto por acidente. Ela coloca o tema da pedofilia abertamente, portanto, escondendo-a às claras.

As pessoas que tiveram de lidar com o mundo real de abuso sexual de crianças irão talvez entender isto mais facilmente do que outras. Como o pedófilo frequentemente foi vítima ele mesmo de abuso. Eles entram na sociedade, tornam-se pais ou mães, mas muitas vezes eles também se tornam abusivos. Eles procuram dominação, controle e tomada da inocência tal qual como lhes foi tomado. Aqueles que já foram abusados, se tornam os abusadores. É o ciclo triste doente e trágico da pedofilia.
Com “50 Tons de Cinza”, está tentando-se fazer com que esta condição anormal se torne normal e aceita. Graças à visão do minha amiga, e minha própria experiência, eu sei que o que ele realmente é – uma história de abuso sexual de uma criança, encoberta pelo disfarce clichê de um homem rico misterioso e problemático. Isso é outra coisa minha amiga psicóloga clínica apontou mais tarde. Tire o aspecto do dinheiro e o personagem do abusador torna-se muito menos atraente e portanto, teria sido muito mais difícil convencer o público. As mulheres são, na verdade, tão superficiais? Sim, nós podemos ser.
Mas as mulheres, a grande maioria de nós, não são pessoas que conscientemente toleram o abuso sexual de crianças. Nós não toleramos de forma alguma o horror que é a pedofilia.

Infelizmente, porém, isto é exatamente o que está acontecendo com a popularidade de 50 Tons de Cinza. É uma trapaça pedófila.

É um dos atos mais horríveis e doentios contra os mais fracos da nossa sociedade, escondido à vista de todos.
Talvez a minha amiga tenha colocado melhor quando conversamos sobre o assunto. Ela não achou o livro interessante, sexy ou romântico.
50 Tons de Cinza a fez chorar. O livro a deixou doente. Isso a fez pensar nos nos abusos de todas essas crianças por um monstro demente e deformado como Jerry Sandusky, que assim como a pedofilia de 50 Tons de Cinza, estava escondido às claras.

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