sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Rebeldes sírios degolaram um cristão e deram seu cadáver como comida para cães à medida que aumentam temores por causa das atrocidades islâmicas


Nick Fagge

Rebeldes sírios
Rebeldes sírios degolaram um homem cristão e deram seu cadáver para cães, de acordo com uma freira que diz que o Ocidente está ignorando as atrocidades que os extremistas islâmicos estão cometendo.
A freira disse que Andrei Arbashe, um motorista de táxi de 38 anos de idade, foi raptado depois que ouviram seu irmão se queixando de que os rebeldes estavam se portando como bandidos.
Ela disse que o cadáver dele sem cabeça foi achado ao lado da rua, cercado de cães esfomeados. Ele havia se casado recentemente e estava para ser pai logo.

A Irmã Agnes-Mariam de la Croix disse: “O único crime dele foi que o irmão dele criticou os rebeldes, acusando-os de agir como bandidos, o que de fato eles são”.
Há um número cada vez maior de relatos de atrocidades cometidas por “elementos embusteiros” do Exército Sírio Livre, que se opõe ao ditador Bashar al-Assad. Os rebeldes são reconhecidos pela Inglaterra e pelo Ocidente como liderança legítima.

A Irmã Agnes-Miriam, madre-superiora do Monastério São Tiago Mutilado, vem condenando a Inglaterra e o Ocidente por apoiarem os rebeldes, apesar de provas cada vez maiores de que eles estão cometendo abusos de direitos humanos, inclusive assassinatos, sequestros, estupros e roubos, crimes cometidos pelos rebeldes que estão se tornando comuns, conforme a freira.
“O mundo livre e democrático está apoiando extremistas”, a Irmã Agnes-Miriam disse de seu santuário no Líbano. “Eles querem impor a lei islâmica e criar um Estado islâmico na Síria”.
A freira carmelita de 60 anos afirma que o Ocidente está fazendo de conta que não está vendo as provas cada vez maiores de uma “quinta coluna” de fanáticos entre as tropas que compõem o Exército Sírio Livre que apoiam a derrubada de Assad.
Um dos grupos rebeldes mais fortes no Exército Sírio Livre é o Jabat Al-Nusra, que tem uma ideologia semelhante a da al-Qaida.
“A rebelião foi sequestrada por mercenários islâmicos que estão mais interessados em lutar uma guerra santa do que em mudar o governo”, disse ela.
“A rebelião se transformou num guerra religiosa, em que os cristãos estão pagando um preço elevado”.
No mês passado, os rebeldes atacaram a cidade nortista de Ras Al-Ayn, na fronteira turca. Os rebeldes entraram na área cristã, ordenando que os civis partissem e deixassem seus lares.
“Mais de 200 famílias foram expulsas no meio da noite”, disse a Irmã Agnes-Miriam. “As pessoas estão com medo. Em todos os lugares esquadrões da morte param civis, os raptam e pedem resgate. Às vezes, eles os matam”.
Recentemente, militantes usando na cabeça lenços negros da al-Qaida cercaram o Monastério de São Tiago Mutilado, localizado entre Damasco e Homs, por dois dias numa tentativa de impedir que os cristãos celebrassem o Natal, afirmou a freira.
Um número estimado de 300.000 cristãos foram desalojados na guerra, com 80.000 expulsos só da região de Homs, afirmou ela.
Muitos fugiram para outros países, aumentando os temores de que a população cristã da Síria poderá desaparecer — como outras populações cristãs no Oriente Médico, região que é o berço do Cristianismo.

(juliosevero.blog)

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